Tag: Cãmara Municipal de Ponta Grossa

  • Levantamento mostra custo dos gabinetes na Câmara de Ponta Grossa

    Levantamento mostra quanto custa a estrutura de gabinetes da Câmara Municipal de Ponta Grossa: vereadores, presidente, chefes e assessores. O gasto chega a R$ 1 milhão por mês e R$ 12 milhões por ano. Dados referentes apenas aos gabinetes.

    Por Samuel Sleiman-Blog do Muka agosto de 2025

    A Câmara Municipal é um órgão legislativo que não arrecada recursos próprios, seu orçamento vem do duodécimo, ou seja, repasses do município. Por isso, quanto mais a Câmara conseguir devolver no fim do ano, mais demonstra uma administração saudável e equilibrada.

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  • Transporte coletivo: veto ao IPTU expõe velhas perguntas sem resposta

    A prefeita de Ponta Grossa, Elizabeth Schmidt (União Brasil), vetou nesta segunda-feira (25) a emenda do vereador Guilherme Mazer (PT) que previa destinar 50% do IPTU para o transporte coletivo. O motivo? O veto é sustentado pelo artigo 167, IV, da Constituição Federal, que proíbe vincular impostos diretamente a fundos ou despesas específicas.Na prática, a proposta era ilegal e inconstitucional, como confirmou o próprio jurídico da Prefeitura. Ainda assim, passou por comissões da Câmara e foi aprovada por 12 votos a 6 — um retrato da fragilidade técnica ou do oportunismo político de parte dos vereadores.

    A polêmica que ninguém responde

    O transporte coletivo em Ponta Grossa segue sendo um dos temas mais criticados pela população. A empresa concessionária, VCG, mantém um contrato que deveria ter terminado em 2020, mas já foi prorrogado três vezes, sempre com o aval dos vereadores. A tarifa técnica é de R$ 7,43, mas o usuário paga R$ 5,00 — diferença que sai do bolso do contribuinte.E em meio a essa confusão, surgem perguntas incômodas que continuam sem resposta:

    “E o fundo do transporte? E os outdoors dos ônibus? E as lanchonetes que utilizam os terminais há anos? Pra onde vai esse dinheiro? E o fundo sindical colocado na planilha que impacta na tarifa? Nenhum vereador votou isso ainda?”

    Esses questionamentos revelam que o problema não é apenas de “falta de dinheiro”, mas de falta de transparência. Há receitas que poderiam aliviar o peso da tarifa, mas que nunca entram na discussão.

    O que está em jogo

    Enquanto vereadores apresentam emendas sabidamente inconstitucionais, a cidade segue sem respostas sobre:

    • A fiscalização real das receitas da VCG;
    • A gestão de espaços públicos como lanchonetes em terminais;
    • O destino da verba de publicidade nos ônibus;
    • E até mesmo a inclusão de fundos sindicais que aumentam artificialmente a tarifa.

    O veto da prefeita era previsível. O que não pode ser previsível é o silêncio sobre as verdadeiras fontes de receita que poderiam ser revertidas em benefício direto ao usuário do transporte público.

    O transporte coletivo em Ponta Grossa segue sendo um dos temas mais criticados pela população. A empresa concessionária, VCG, mantém um contrato que deveria ter terminado em 2020, mas já foi prorrogado três vezes, sempre com o aval dos vereadores. A tarifa técnica é de R$ 7,43, mas o usuário paga R$ 5,00 — diferença que sai do bolso do contribuinte.

    #PelaQualidadeDeVidaNosBairros

    ✍️ Samuel Sleiman – Blog do Muka “Não é ataque. É transparência.”

  • 🚨 Câmara de Ponta Grossa: de 11 carros por R$ 875 mil para 23 carros por R$ 2,28 milhões. E cadê a imprensa?

    🚨 Câmara de Ponta Grossa: de 11 carros por R$ 875 mil para 23 carros por R$ 2,28 milhões. E cadê a imprensa?

    Por Samuel Sleiman Mouchaileh Neto – Blog do Muka

    Eu acompanho de perto a política de frota da Câmara Municipal de Ponta Grossa. Em fevereiro de 2024, a imprensa local noticiou e criticou a primeira licitação para alugar veículos: seriam 11 carros zero km (10 populares e 1 SUV/pick-up) por até R$ 875 mil em dois anos. Foi manchete, debate e cobrança.

    Passado pouco mais de um ano, o cenário mudou – e muito. Agora existe um contrato de 23 carros, que vai custar R$ 2,28 milhões em três anos. A frota mais do que dobrou e o valor praticamente triplicou. E o que eu vejo? Silêncio da imprensa. O mesmo rigor de 2024 parece ter ficado para trás.

    O que mudou (e me preocupa)

    • Número de veículos: são 19 vereadores e 23 carros. Quem justifica os 4 a mais?
    • Custo: de R$ 875 mil/2 anos para R$ 2,28 milhões/3 anos.
    • Identificação: antes se falava em veículos plotados; agora, os carros não têm plotagem, o que dificulta a fiscalização popular.
    • Uso e quilometragem: recebo denúncias de uso fora da finalidade do contrato. E cada carro tem limite de 3.000 km/mês; tudo indica que será ultrapassado, gerando custo extra ao erário.

    O que a lei diz (e o que isso NÃO resolve)

    Existe parecer jurídico atestando que o processo licitatório foi feito conforme a Lei 14.133/2021. Eu não contesto a legalidade. Mas legalidade não é sinônimo de boa aplicação do dinheiro público. Faltam respostas sobre necessidade real, transparência e eficiência desse gasto.

    Minha posição

    Eu já estive do lado de dentro: fui chefe do Departamento Administrativo da Câmara e, com a mudança de presidência, fui exonerado. Sigo, porém, como cidadão e líder comunitário, cobrando transparência e responsabilidade no uso do dinheiro público.

    Eu quero clareza: por que a frota pulou de 11 para 23 veículos? Quem controla a destinação, a quilometragem e o abastecimento desses carros, especialmente sem plotagem?

    Fiscalização é dever de todos nós

    Eu vou acompanhar de perto esse contrato, pedir relatórios e publicar as informações que chegarem até mim. E conto com você:

    • Se você vir algum desses carros circulando, mande fotos, relatos e informações.
    • Cobre da Câmara relatórios de quilometragem, abastecimento e rotas de cada veículo.
    • Transparência não é favor, é obrigação.

    O dinheiro é público. Eu vou continuar fiscalizando, cobrando respostas e trazendo os fatos aqui no Blog do Muka. Porque a cidade merece respeito – e a imprensa também precisa manter o mesmo padrão crítico que teve em 2024.

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