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  • Quando a estética convence mais que a saúde

    Quando a estética convence mais que a saúde

    O debate seletivo sobre ciência, medicamentos e prioridades sociais

    Por Samuel Sleiman — Jornalismo e Análise Social | Blog do Muka

    Debate sobre estética, saúde e ciência
    A relação contraditória da sociedade com medicamentos, ciência e estética.

    O debate em torno do uso de medicamentos como o Mounjaro expõe uma contradição cada vez mais evidente no comportamento social contemporâneo: a seletividade na forma como a ciência é aceita, questionada ou rejeitada.

    Quando o assunto são vacinas, políticas públicas de saúde ou ações coletivas, parte significativa da população reage com desconfiança. Exige estudos, questiona intenções, suspeita de interesses econômicos e politiza decisões técnicas. Em muitos casos, a ciência passa a ser tratada como opinião.

    No entanto, quando o tema é estética, emagrecimento rápido ou adequação a padrões corporais, a postura muda radicalmente. O questionamento desaparece. A prescrição informal é relativizada. O risco passa a ser considerado aceitável — desde que o resultado seja visível e imediato.

    Essa incoerência não diz respeito apenas ao medicamento em si, mas ao valor que a sociedade atribui ao corpo, à aparência e à validação social. O que deveria ser uma discussão séria sobre saúde, acompanhamento médico e critérios técnicos acaba reduzido a uma lógica de consumo.

    Questionar é saudável. Desconfiar também faz parte do exercício democrático. O problema surge quando esse questionamento é aplicado de forma seletiva — rigoroso para o que é coletivo e permissivo para o que atende desejos individuais.

    O jornalismo, a saúde pública e a gestão responsável têm um papel fundamental nesse cenário: recolocar o debate no eixo da coerência, da informação qualificada e da responsabilidade social. Não se trata de demonizar medicamentos ou impor verdades absolutas, mas de exigir o mesmo critério para todas as decisões que envolvem risco, ciência e vida.

    A ciência não pode ser confiável apenas quando convém.


    Bibliografia e referências

    Blog do Muka — Jornalismo, análise política e reflexão social

    Sobre o autor
    Samuel Sleiman - Blog do Muka

    Samuel Sleiman

    Administrador Social, líder comunitário, consultor institucional e editor do Blog do Muka. Atua com análise política, gestão pública, controle social, projetos do terceiro setor e comunicação institucional, sempre com foco em transparência, responsabilidade pública e desenvolvimento social.

    🔗 blogdomuka.com.br

  • Por que o IPTU aumentou em Ponta Grossa?

    Por que o IPTU aumentou em Ponta Grossa?

    Por que o IPTU aumentou em Ponta Grossa – valor venal, PGV e IVA Dual

    Valor venal, Planta Genérica de Valores e a adequação dos municípios ao novo sistema tributário (IVA Dual)

    O reajuste do IPTU em Ponta Grossa voltou a gerar dúvidas, críticas e questionamentos entre os contribuintes. Muitos moradores afirmam que seus imóveis não passaram por qualquer alteração e, ainda assim, o valor do imposto aumentou.

    A sensação é compreensível. No entanto, o IPTU não incide apenas sobre a construção em si, mas sobre um conjunto de fatores que envolvem localização, infraestrutura urbana, valor de mercado e políticas fiscais do município.

    Nos últimos anos, esse debate ganhou um novo elemento: a reforma tributária e a transição para o chamado IVA Dual, que tem impactado diretamente o planejamento financeiro das cidades brasileiras.

    Correção monetária: o reajuste anual

    Um dos fatores do aumento do IPTU é a aplicação anual da correção monetária, normalmente baseada em índices oficiais de inflação, como o IPCA.

    Tecnicamente, essa atualização não é considerada aumento real, mas um mecanismo para evitar a perda do poder de arrecadação do município diante da inflação acumulada.

    Valor venal e a Planta Genérica de Valores (PGV)

    O IPTU é calculado com base no valor venal do imóvel, definido pela Planta Genérica de Valores (PGV), que estabelece quanto valem os imóveis em cada região da cidade.

    Quando a PGV é atualizada, bairros que passaram por valorização urbana acabam tendo uma base de cálculo maior. Essa valorização pode decorrer de:

    • pavimentação e obras viárias;
    • melhorias em iluminação pública e drenagem;
    • expansão comercial e de serviços;
    • crescimento urbano e adensamento populacional.

    Mesmo que o imóvel não tenha sofrido reformas, a valorização do entorno influencia diretamente no imposto.

    A reforma tributária e o IVA Dual

    A reforma tributária aprovada no Brasil criou um novo modelo de tributação sobre o consumo, conhecido como IVA Dual, composto pela CBS (federal) e pelo IBS (estadual e municipal).

    Esse sistema substituirá gradualmente tributos como o ISS e o ICMS, que hoje representam parcela relevante das receitas públicas. Durante o período de transição, os municípios precisam demonstrar organização fiscal, base cadastral atualizada e capacidade arrecadatória própria.

    Nesse cenário, a atualização do IPTU e do valor venal dos imóveis passa a ser uma medida técnica de adequação, necessária para que cidades como Ponta Grossa:

    • mantenham equilíbrio financeiro;
    • evitem perda de repasses futuros;
    • consigam planejar políticas públicas de médio e longo prazo.
    Importante:

    A adequação do IPTU ao novo contexto tributário não tem como objetivo exclusivo aumentar a carga sobre o cidadão, mas alinhar a base de cálculo à realidade urbana e às exigências do sistema nacional.

    O direito do contribuinte

    O contribuinte tem o direito de solicitar revisão do valor venal sempre que identificar erros cadastrais, avaliações incompatíveis com a realidade do imóvel ou ausência de critérios claros.

    Transparência, acesso à informação e canais efetivos de contestação são fundamentais para garantir justiça tributária.

    O desafio de Ponta Grossa — assim como o de outros municípios — é equilibrar a necessidade de adequação fiscal ao novo sistema tributário com a realidade econômica da população.

    O debate sobre o IPTU precisa ir além da polarização e avançar para critérios técnicos, comunicação clara e responsabilidade institucional.

    Sobre o autor

    Samuel Sleiman Mouchaileh Neto

    Administrador Social, Líder Comunitário e consultor em gestão institucional e políticas públicas. Atua na análise de orçamento público, justiça fiscal, desenvolvimento local e transparência.

    Autor do Blog do Muka • Ponta Grossa – PR

  • EUA lançam ataque em larga escala na Venezuela e capturam Nicolás Maduro

    EUA lançam ataque em larga escala na Venezuela e capturam Nicolás Maduro

    EUA x Venezuela – Crise geopolítica e informações em apuração

    EUA x Venezuela: ataque militar, explosões em Caracas e a suposta retirada de Nicolás Maduro

    Análise responsável sobre declarações oficiais, fatos confirmados e pontos ainda não esclarecidos

    Na madrugada deste sábado (3), o cenário geopolítico latino-americano foi abalado por relatos de explosões em Caracas e pela divulgação de que os Estados Unidos teriam realizado uma operação militar em larga escala na Venezuela.

    Segundo declaração do ex-presidente norte-americano Donald Trump, o presidente venezuelano Nicolás Maduro teria sido retirado do país por via aérea, acompanhado de sua esposa.

    As informações iniciais foram repercutidas por veículos como o g1 e por agências internacionais, que confirmaram os registros de explosões, mas ressaltaram que não há confirmação independente sobre a captura ou o destino do chefe de Estado venezuelano.

    💥 O que foi confirmado até agora

    • Relatos de explosões e intensa movimentação aérea em Caracas
    • Declaração pública de Trump afirmando a retirada de Maduro do país
    • Ausência de confirmação por organismos multilaterais

    ⚠️ O que ainda gera dúvidas

    • O paradeiro atual de Nicolás Maduro e de sua esposa
    • Se houve apresentação a alguma autoridade judicial internacional
    • A legalidade da operação sob o Direito Internacional

    A agência Reuters destacou que, apesar das declarações, ainda não há detalhes oficiais sobre local de custódia, base jurídica da ação ou participação formal de organismos internacionais.

    🧭 Análise: informação também é campo de batalha

    Em contextos de conflito, a disputa não ocorre apenas no território físico, mas também no campo da narrativa. Declarações unilaterais, vazamentos seletivos e rumores fazem parte da chamada guerra informacional.

    Por isso, a prudência é fundamental. Um evento dessa magnitude, se confirmado, teria repercussões diplomáticas globais imediatas, incluindo pronunciamentos formais da ONU e de outras instituições internacionais.

    Até que essas confirmações ocorram, qualquer análise séria deve se basear em verificação de fontes, cautela e responsabilidade pública.

    📚 Bibliografia e Fontes

    • g1 — Cobertura internacional (03/01/2026)
    • Reuters — Americas & Global Affairs
    • BBC News — Venezuela & US Relations
    • Organização das Nações Unidas (ONU)
    • Organização dos Estados Americanos (OEA)

    Artigo em atualização contínua conforme surgirem confirmações oficiais e fontes independentes verificadas.

    Samuel Sleiman Mouchaileh Neto
    Administrador Social • Líder Comunitário
    Blog do Muka — Análise política e social
  • Nosso voto é um recado: menos distração, mais resultado

    Nosso voto é um recado: menos distração, mais resultado

    Blog do Muka • Opinião 28/12/2025 Política • Voto • Consciência

    Meu voto é um recado: menos distração, mais resultado

    Em ano pré-eleitoral, muita gente quer te empurrar emoção. Eu prefiro responsabilidade, coerência e prioridade: o que muda a vida do povo de verdade.

    Arte crítica sobre inauguração e apropriação política
    Política é coisa séria — e o voto também • Blog do Muka

    Tem hora que o Brasil parece um grande palco: muita fala, muita pose, muito “corta-fita”… e pouco compromisso com o essencial. E é justamente por isso que eu escrevo este texto: porque voto não é torcida. Voto é ferramenta.

    Meu critério é simples: eu observo quem entrega, quem respeita o dinheiro público, quem enfrenta os problemas reais e quem não tenta me tratar como plateia.

    1) O voto que eu defendo: consciente e sem “histeria seletiva”

    A política vive tentando escolher por você o que deve te indignar. Um dia é slogan, outro dia é polêmica fabricada, outro dia é “escândalo do momento”. Só que enquanto isso, tem tema que não pode virar ruído: saúde, segurança, inflação, emprego, educação, infraestrutura e transparência.

    Eu não compro distração como se fosse prioridade. Minha prioridade é vida real: a fila, o posto, o remédio, a rua, a escola, o trabalho.

    2) Política não é “meme”: é consequência

    Quem acha que voto é só opinião do dia, esquece de uma coisa: governo é decisão que chega na ponta. E quando chega, chega com boleto: no imposto, no preço do mercado, na tarifa, no atendimento, no serviço.

    Checklist do meu voto (sem romantismo)

    • Entrega: o que foi feito, comprovável e útil?
    • Coerência: o discurso bate com a prática?
    • Transparência: presta contas ou se esconde atrás de marketing?
    • Prioridade: resolve o essencial ou vive de polêmica?
    • Respeito: trata o povo como cidadão ou como torcida?

    3) O que eu não aceito mais: apropriação, atalho e propaganda

    Eu não aceito “sequestrar mérito” nem vender evento como se fosse obra. Obra pública tem dono: a população. E tem obrigação: ser entregue com verdade, clareza e responsabilidade.

    Se uma narrativa precisa forçar a barra, atacar a inteligência do povo ou esconder contexto, então não é informação: é propaganda.


    Meu recado final

    Eu não quero um país guiado por “viral do dia”. Eu quero um país guiado por resultado, verdade e coragem para encarar o que importa. E eu vou votar — e falar de voto — com esse compromisso.

    Convite ao leitor: antes de escolher, compare fatos, leia fontes diferentes, desconfie de recortes e pergunte: isso melhora a vida do povo?

    Nota: este é um texto opinativo. A intenção é incentivar reflexão e voto consciente, com respeito a divergências.

    Publicado por Blog do Muka • Opinião, utilidade pública e análise com linguagem acessível.

    Sobre o autor blogdomuka.com.br
    Samuel Sleiman Mouchaileh Neto - Blog do Muka

    Samuel Sleiman Mouchaileh Neto (Muka)

    Administrador Social e Líder Comunitário em Ponta Grossa (PR). Atua com comunicação pública, projetos sociais e análise de temas locais e nacionais, com foco em transparência, gestão pública, direitos sociais e cidadania.

    Gestão Pública Previdência & Direitos Sociais Projetos Sociais

    “Informação que constrói consciência.”

  • Post sem título 1616
    Blog do Muka • Previdência Social Atualizado em: 28/12/2025

    Julgamento da aposentadoria especial no STF ocorreu em 18/12 e decisão ainda gera expectativa nacional

    O Supremo Tribunal Federal (STF) realizou no dia 18 de dezembro de 2025 um julgamento considerado histórico para o Direito Previdenciário brasileiro. Em debate estiveram pontos centrais da aposentadoria especial, alterados pela Reforma da Previdência de 2019.

    Passados alguns dias da sessão, o tema segue gerando grande repercussão entre trabalhadores, aposentados e especialistas, especialmente pela expectativa em torno do posicionamento final da Corte e da futura publicação do acórdão, que definirá os efeitos práticos da decisão.

    O que esteve em julgamento no STF

    Na sessão do dia 18/12, os ministros analisaram a constitucionalidade de dispositivos que mudaram regras históricas da aposentadoria especial. Entre os principais pontos discutidos estão:

    • Imposição de idade mínima para a aposentadoria especial;
    • Alterações no cálculo do benefício, com o fim da aposentadoria integral;
    • Vedação da conversão do tempo especial em comum para períodos posteriores a novembro de 2019.

    As discussões envolveram princípios constitucionais como a proteção ao trabalhador, a dignidade da pessoa humana, o direito adquirido e a segurança jurídica.

    Situação atual: o que já se sabe

    Até o momento, não há efeito prático imediato para os segurados. As mudanças só poderão ser confirmadas após:

    • Conclusão formal do julgamento;
    • Publicação do acórdão;
    • Definição sobre a modulação dos efeitos, que indicará se a decisão valerá apenas para o futuro ou também para benefícios já concedidos.

    Esse último ponto é considerado crucial, pois pode abrir — ou não — caminho para revisões de aposentadorias concedidas após a Reforma da Previdência.

    Atenção aos segurados

    Especialistas alertam para a necessidade de cautela. Nenhum pedido de revisão ou mudança de regra deve ser feito com base apenas em expectativas ou manchetes.

    Cada caso deverá ser analisado individualmente, à luz da decisão final do STF e da regulamentação que eventualmente venha a seguir.

    📌 O Blog do Muka segue acompanhando: assim que o STF publicar a decisão definitiva, traremos uma análise objetiva sobre o que muda — e para quem muda — na aposentadoria especial.

    Samuel Sleiman Mouchaileh Neto
    Administrador Social • Líder Comunitário
    Autor de Liderança Comunitária Descomplicada
  • Flávio Bolsonaro acena ao mercado e fala em privatizações em eventual governo em 2026

    Flávio Bolsonaro acena ao mercado e fala em privatizações em eventual governo em 2026

    Blog do Muka • Política & Economia Atualizado: 27/12/2025
    blogdomuka.com.br

    Entrevista à Reuters traz promessas de “governo enxuto”, redução de impostos, cortes de gastos e retomada de privatizações — com menção a Correios e, “provavelmente”, Petrobras.

    Flávio Bolsonaro e a promessa de privatização dos Correios e, ‘provavelmente’, da Petrobras
    Imagem: composição para compartilhamento • Blog do Muka

    Em sua primeira entrevista exclusiva a um veículo internacional desde que anunciou pré-candidatura, o senador Flávio Bolsonaro afirmou que, caso seja eleito presidente em 2026, pretende conduzir um governo mais enxuto, com foco em redução de impostos, equilíbrio fiscal e retomada do programa de privatizações no Brasil.

    As declarações, atribuídas a uma conversa com a Reuters, apontam para um movimento de aproximação do senador com empresários, banqueiros e agentes do mercado — um recado de que a agenda econômica buscaria ser previsível e orientada por modernização do Estado, com corte de gastos e reorganização da máquina pública.

    Correios e Petrobras entram no radar

    Entre as empresas citadas, aparecem os Correios e, de forma mais cautelosa, a Petrobras. Sobre a estatal do petróleo, a sinalização foi feita com o termo “provavelmente”, indicando que a proposta poderia depender de desenho institucional, ambiente político e viabilidade no Congresso.

    O debate volta ao centro: privatizações aumentam eficiência e competição, mas também levantam questões sobre serviço universal, controle estratégico e impactos sociais.

    Um discurso de “moderação” dentro do bolsonarismo

    Na entrevista, Flávio afirmou se ver como um nome mais moderado dentro do bolsonarismo — uma tentativa de ampliar pontes e reduzir atritos, especialmente com setores que priorizam estabilidade institucional e segurança jurídica.

    • Controle de gastos e foco em equilíbrio fiscal;
    • Modernização do Estado e revisão de estruturas;
    • Abertura para maior participação do setor privado;
    • Mais concorrência em áreas como o setor aéreo.

    Privatizações: solução ou novo conflito?

    Embora privatizações agradem parte do mercado, elas também enfrentam resistência quando atingem áreas com forte capilaridade social. No caso dos Correios, o debate envolve atendimento no interior, universalização do serviço e impacto sobre trabalhadores. Já a Petrobras costuma concentrar discussões sobre preços de combustíveis, soberania energética e arrecadação pública.

    🧠 Análise do Blog do Muka

    O movimento de falar com a imprensa internacional indica tentativa de reposicionamento: sair do “rótulo” e disputar credibilidade como alternativa de poder. Em 2026, o desafio será transformar promessas econômicas em um projeto viável, com equilíbrio social e sustentação política no Congresso.

    No fim, a entrevista sinaliza que a disputa eleitoral já começa pelo campo da confiança: quem consegue vender a ideia de “crescimento com responsabilidade” — e, ao mesmo tempo, responder aos impactos práticos que reformas e privatizações trazem para o dia a dia do cidadão.


    Categoria: Política • Economia
    Tags: Eleições 2026 • Privatizações • Correios • Petrobras • Mercado • Estado

    Nota editorial: Este conteúdo apresenta leitura e contextualização jornalística a partir de declarações atribuídas a entrevista. O Blog do Muka recomenda sempre acompanhar fontes primárias, documentos oficiais e posicionamentos completos para formar opinião.

    Sobre o autor blogdomuka.com.br
    Imagem do autor - Blog do Muka

    Samuel Sleiman Mouchaileh Neto (Muka)

    Administrador Social e Líder Comunitário em Ponta Grossa (PR). Atua com comunicação pública, projetos sociais e análise de temas locais e nacionais, com foco em transparência, gestão pública e cidadania.

    Gestão Pública Política & Economia Projetos Sociais

    “Informação que constrói consciência.”

  • Corrupção no Brasil: Lula x Bolsonaro — o que dizem os fatos

    Corrupção no Brasil: Lula x Bolsonaro — o que dizem os fatos

    Política • Análise

    Comparação baseada em decisões judiciais, investigações oficiais e dados públicos.

    A corrupção é um dos temas mais explorados do debate político brasileiro, quase sempre de forma polarizada. Esta análise compara os governos Lula e Bolsonaro a partir de fatos documentados, decisões judiciais e posicionamentos institucionais, evitando narrativas simplistas.

    🔴 Governos Lula

    Nos mandatos de 2003 a 2010, vieram à tona escândalos como o Mensalão (AP 470) e, posteriormente, o Petrolão, revelado pela Operação Lava Jato.

    • Mensalão: compra de apoio político no Congresso.
    • Petrolão: esquema bilionário envolvendo Petrobras, partidos e empreiteiras.
    • Desvios em estatais e fundos de pensão.

    Lula foi condenado em processos da Lava Jato, mas as condenações foram anuladas pelo STF por vícios processuais, como incompetência do juízo e parcialidade, sem julgamento definitivo do mérito.

    No terceiro mandato, Lula defende a reconstrução institucional, mas enfrenta críticas relacionadas a indicações políticas e à ausência de novos mecanismos estruturantes de combate à corrupção.

    🔵 Governo Bolsonaro

    Jair Bolsonaro foi eleito em 2018 com forte discurso anticorrupção. Ao longo do mandato, porém, ocorreram decisões que resultaram no enfraquecimento da Lava Jato e em conflitos com órgãos de controle.

    • Encerramento da força-tarefa da Lava Jato.
    • Uso ampliado de sigilos administrativos.
    • Redução da transparência orçamentária.

    O principal escândalo do período foi o Orçamento Secreto (RP9), posteriormente declarado inconstitucional pelo STF.

    Também houve investigações envolvendo familiares do presidente (rachadinhas), além do caso Covaxin, apurado pela CPI da Covid. Bolsonaro não foi condenado, mas deixou investigações em andamento.

    📌 O que dizem os tribunais

    • Lula: condenações anuladas por vícios processuais; sem absolvição de mérito.
    • Bolsonaro: sem condenações; múltiplas investigações e decisões do STF e TCU.
    • Orçamento Secreto: considerado inconstitucional pelo STF.
    • Mensalão: condenações confirmadas pelo STF (AP 470).

    ⚖️ Comparação direta

    Aspecto Lula Bolsonaro
    Escândalos Mensalão e Petrolão Orçamento Secreto, família
    Condenações Sim (anuladas) Não
    Postura institucional Instituições mantidas Instituições enfraquecidas

    📚 Fontes e Referências

    • Supremo Tribunal Federal (STF)
    • Superior Tribunal de Justiça (STJ)
    • Ministério Público Federal (MPF)
    • Tribunal de Contas da União (TCU)
    • CPI da Covid – Senado Federal
    • Transparência Brasil
    • Relatórios oficiais da Petrobras
    Samuel Sleiman Mouchaileh Neto
    Administrador Social • Líder Comunitário • Editor do Blog do Muka
  • CNH do Brasil: passo a passo para acessar o novo aplicativo da habilitação

    CNH do Brasil: passo a passo para acessar o novo aplicativo da habilitação

    Blog do Muka • Utilidade pública Atualizado: 12/12/2025

    📱 Serviço digital 🪪 CNH Digital 🧩 gov.br
    Imagem de destaque: CNH do Brasil no celular

    Tem novidade na habilitação: o aplicativo “CNH do Brasil” chega como evolução do que muita gente conheceu como Carteira Digital de Trânsito (CDT). Na prática, a proposta é simplificar o acesso à sua CNH no celular e concentrar serviços em um único lugar.

    Importante: este conteúdo é um guia prático, em linguagem simples. As telas e nomes podem variar um pouco conforme atualizações do aplicativo e regras do seu Detran.

    ✅ Passo a passo para acessar o novo aplicativo

    1. Baixe ou atualize o app
      Procure por “CNH do Brasil” na loja do seu celular (Android ou iPhone). Se você já usava a CDT, o caminho costuma ser apenas atualizar.
    2. Faça login com sua conta gov.br
      Entre com CPF e senha do gov.br. Se necessário, finalize a validação de segurança/identidade.
    3. Abra a área do condutor
      Vá em Condutor (ou menu equivalente) para ver as opções ligadas à CNH.
    4. Ative/baixe a CNH Digital
      Siga o fluxo para adicionar a CNH ao aplicativo. Pode ser solicitado reconhecimento facial/biometria.
    5. Pronto: CNH no celular
      Depois de ativada, a CNH fica disponível para consulta e apresentação quando necessário.

    📌 Guia visual

    Infográfico com telas e orientações do aplicativo CNH do Brasil (CDT)

    Infográfico com as telas do app e o caminho mais comum para acessar recursos da habilitação.

    🧠 Dúvidas rápidas

    Precisa internet para mostrar a CNH?

    Em geral, depois de ativada no celular, a CNH digital costuma ficar acessível no aparelho. Ainda assim, é recomendado manter o app atualizado e o celular com bateria.

    A CNH digital vale como documento?

    A CNH digital é aceita como documento, mas siga as orientações do seu estado e das autoridades de trânsito em situações específicas.

    Fonte/Referência: https://mla.bs/a47bc635

    Por Samuel Sleiman Mouchaileh Neto (Muka)
    Administrador Social e Líder Comunitário • Ponta Grossa/PR

    No Blog do Muka, a gente traduz o “complicado” para o “entendível” — com utilidade pública, orientação prática e informação que ajuda de verdade no dia a dia.

  • Deputado Marcelo Rangel firma acordo com MP e evita investigação sobre uso de assessores na campanha de 2024

    Deputado Marcelo Rangel firma acordo com MP e evita investigação sobre uso de assessores na campanha de 2024

    Deputado Marcelo Rangel

    O deputado estadual Marcelo Rangel (PSD) firmou um Acordo de Não Persecução Cível (ANPC) com o Ministério Público do Paraná (MPPR), que suspendeu o inquérito que apurava o possível desvio de função de três assessores parlamentares lotados em seu gabinete desde junho de 2024. Segundo o MP, servidores pagos pela Assembleia teriam atuado na campanha eleitoral de Rangel à Prefeitura de Ponta Grossa.

    O acordo, assinado em 14 de agosto de 2025, ainda depende de homologação judicial. Pelos termos, Rangel se compromete a pagar R$ 75.439,75, sendo R$ 50.239,37 de ressarcimento ao erário e o restante como multa civil destinada ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos.

    O pagamento pode ser parcelado em até 12 vezes, iniciando 30 dias após a ciência da homologação. Os comprovantes deverão ser anexados mensalmente ao processo.

    O acordo foi firmado pela promotora Maria Natalina Nogueira de Magalhães Santarosa e pelo advogado Cássio Prudente Vieira Leite. O documento ressalta que a assinatura não configura confissão de ilícito.

    O contexto político

    Marcelo Rangel está em seu terceiro mandato como deputado estadual, é vice-líder do governo Ratinho Junior e ex-secretário de Inovação do Paraná. Foi também prefeito de Ponta Grossa por dois mandatos. Na eleição de 2024, terminou em terceiro lugar, atrás de Mabel Canto e Elizabeth Schmidt.

    Traiano, Plauto e a sequência de acordos

    Este caso não é isolado. Em 2024, vieram à tona os acordos firmados entre o MPPR e os deputados Ademar Traiano e Plauto Miró, envolvendo o contrato de transmissão da Assembleia pela TV Icaraí. Ambos celebraram ANPP e ANPC após admitirem cobrança de propina relacionada ao contrato.

    O nome de Plauto também já apareceu em delações colhidas na Operação Quadro Negro, investigação de desvios milionários em obras de escolas do Paraná.

    Opinião do Blog do Muka

    No Blog do Muka, a gente sempre olha para os fatos com responsabilidade, mas também com coração. E a verdade é que essa notícia entristece. Muita gente acompanhou a trajetória de Rangel, viu avanços, projetos, ideias — e esperava responsabilidade à altura dessa história.

    O instrumento jurídico é legal. O problema é a sensação política: mais uma situação envolvendo agentes públicos termina em parcelas, acordo, silêncio, e a sociedade sem respostas completas.

    Quando é o cidadão comum que erra, dificilmente existe “acordo”. Quando é alguém no topo da estrutura política, parece que sempre existe.

    O Blog do Muka segue aberto para ouvir o deputado ou sua defesa. Transparência é o mínimo que a população espera.


    Samuel Sleiman Mouchaileh Neto

    Sobre o autor

    Samuel Sleiman Mouchaileh Neto é administrador social, líder comunitário e autor do livro Liderança Comunitária Descomplicada. Atua em projetos sociais, defesa da qualidade de vida nos bairros e iniciativas de controle social em Ponta Grossa–PR.

  • Paranaenses já podem fiscalizar investimentos em Educação; ferramenta revela dados de Ponta Grossa, uniformes e merenda

    Paranaenses já podem fiscalizar investimentos em Educação; ferramenta revela dados de Ponta Grossa, uniformes e merenda

    Painel de Investimentos Municipais em Educação – TCE-PR
    Painel de Investimentos Municipais em Educação, do TCE-PR, disponível no Portal Informação para Todos (PIT).

    Paranaenses já podem fiscalizar investimentos em Educação; ferramenta escancara números de Ponta Grossa, uniformes e merenda

    PONTA GROSSA (PR) – Um painel interativo do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) promete mudar a forma como a população acompanha os gastos com Educação. E, em Ponta Grossa, a ferramenta chega em meio a um histórico de polêmicas com uniformes escolares, terceirização de merendeiras e a nova licitação da merenda, que também será terceirizada.

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