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  • Natal em Ponta Grossa: quando a arte encontra a cidade real

    Natal em Ponta Grossa: quando a arte encontra a cidade real

    Decoração de Natal em Ponta Grossa fotografada por Henry Milléo
    Foto: Henry Milléo / Reprodução

    Natal em Ponta Grossa: quando a arte encontra a cidade real

    Entre a beleza da foto, o esforço de quem trabalha de madrugada e o cotidiano de quem precisa circular pelo Centro, surge um debate necessário sobre arte, mobilidade e qualidade de vida.


    A foto de Henry Milléo que circula nas redes sociais mostra, sem dúvida, um grande esforço de produção: luzes, estruturas metálicas, banners gigantes, cores fortes e uma mensagem institucional que toma conta da principal via do Centro de Ponta Grossa.

    Em postagem recente, o secretário de Cultura, Alberto Portugal, lembrou que por trás dessa imagem existem meses de planejamento, estudos, discussões com fornecedores, equipes que viram a madrugada trabalhando e profissionais de engenharia, arquitetura, comunicação e arte envolvidos. Reconhecer esse esforço é o mínimo que se espera de qualquer debate honesto: ninguém está questionando a dedicação dos trabalhadores.

    “Gosto é subjetivo, e todo mundo tem direito pleno de opinar. Estranho seria se 345 mil pessoas concordassem que ficou bonito.”

    Gosto é subjetivo, mas a cidade é objetiva

    É verdade: gosto é subjetivo. Ninguém espera que 345 mil pessoas pensem da mesma forma. Alguns vão achar a decoração linda, outros vão achar pesada, escura ou exagerada. Essa divergência faz parte da arte e da democracia.

    Porém, quando a arte sai da galeria e entra na rua, ela deixa de ser apenas uma expressão estética e passa a ser também uma decisão de política urbana. Aí, o debate não é só sobre “ficar bonito na foto”, mas sobre como isso impacta a vida real das pessoas:

    • a mobilidade de quem precisa circular pelo Centro;
    • as vagas de estacionamento que deixam de existir justamente no mês mais movimentado para o comércio;
    • a experiência de quem caminha, dirige, trabalha e consome na região;
    • a sensação de segurança visual e conforto, principalmente à noite.

    Uma decoração bonita, mas pesada e escura

    Observando a imagem, a decoração impressiona pela grandiosidade, mas também chama atenção por ser visualmente pesada:

    • predomínio de vermelho e verde escuros, com grandes massas de cor;
    • painéis enormes com pouco “respiro” visual;
    • iluminação majoritariamente quente, com pouco contraste de luz branca.

    O resultado é um cenário que, embora organizado, fica denso e carregado, principalmente quando somado ao trânsito intenso, às luzes dos semáforos e aos anúncios das lojas. Para muitos moradores, o sentimento não é de “magia natalina”, mas de poluição visual.

    Quando a estrutura ocupa a cidade

    Outro ponto que não pode ser ignorado é a ocupação de vagas de estacionamento. As estruturas metálicas e os pórticos avançam sobre áreas que, em outros períodos do ano, servem para parar o carro, embarcar idosos, descarregar mercadorias ou facilitar o acesso de pessoas com mobilidade reduzida.

    Em dezembro, o comércio precisa de fluxo, rotatividade e facilidades para o consumidor. Tirar vagas em nome da decoração é uma escolha que tem consequências econômicas e sociais concretas. É legítimo que comerciantes, motoristas e moradores se perguntem: valeu a pena esse custo?

    A cidade que sente também tem o direito de falar

    O secretário dedica a imagem a um colega arquiteto e diz que “a gente não vive pra ver, vive pra sentir”. Eu concordo: a cidade é, antes de tudo, um lugar de sensações. Mas é justamente por isso que as sensações de quem vive o Centro todos os dias também precisam ser respeitadas.

    Quem enfrenta filas, congestionamento, falta de vaga, dificuldade para descer com uma criança ou com um idoso, também sente. E o sentimento de parte da população é claro: a decoração, do jeito que foi montada, ficou bonita nas fotos oficiais, mas pesada, escura e pouco funcional para o cotidiano da cidade.

    Arte que provoca, diálogo que constrói

    A arte, como disse o próprio secretário, “provoca e reflete a alma dos homens”. Se provoca, precisa estar aberta à crítica. Se reflete a cidade, precisa enxergar não apenas o olhar de quem projeta, mas também de quem vive e paga por aquela intervenção.

    Não se trata de negar o trabalho feito, nem de desmerecer os profissionais envolvidos. Trata-se de algo maior: pensar o Natal de Ponta Grossa como uma experiência que una beleza, funcionalidade e participação popular.

    Para os próximos Natais

    Fica o desejo de que, nos próximos anos, o planejamento da decoração natalina envolva:

    • mais luz, mais leveza e menos peso visual;
    • soluções que não sacrifiquem tantas vagas de estacionamento;
    • diálogo com comerciantes, moradores e entidades de mobilidade urbana;
    • descentralização dos enfeites, levando o espírito de Natal também aos bairros.

    Ponta Grossa é, sim, uma cidade linda. E justamente por amar essa cidade, é nosso dever apontar o que pode melhorar. Porque a verdadeira “Feliz Cidade” não é a que só fica bonita na foto, mas a que consegue conciliar arte, respeito ao espaço público e qualidade de vida para quem mora aqui.

    Este texto é uma reflexão independente, feita a partir da imagem e das manifestações públicas sobre a decoração de Natal no Centro de Ponta Grossa.


    Sobre o autor

    Samuel Sleiman Mouchaileh Neto é Administrador Social, líder comunitário, escritor e articulador de políticas públicas em Ponta Grossa. Fundador de projetos sociais e culturais, atua na defesa da qualidade de vida nos bairros e no fortalecimento de ações comunitárias. Autor do livro Liderança Comunitária Descomplicada, colunista do Blog do Muka e ativista por políticas públicas eficientes, humanas e descentralizadas.

  • Post sem título 1532

    O Brasil que Perdemos — e o Brasil que Podemos Reconstruir

    Por Samuel Sleiman Mouchaileh Neto

    Comparação entre a bandeira da República e a bandeira do Império do Brasil, representando o debate entre presidencialismo e Monarquia Parlamentarista Constitucional.
    República x Monarquia: uma reflexão sobre o sistema político que molda o futuro do Brasil.

    Não há o que comemorar quando observamos que o Brasil trilhou um caminho distante daquele que poderia ter seguido. A ruptura de 1889 não apenas encerrou um ciclo; ela interrompeu um futuro. Um futuro de estabilidade, continuidade institucional, desenvolvimento e equilíbrio entre os poderes. Um futuro sacrificado por interesses particulares, por articulações de bastidores e por um golpe que ignorou o povo, a nação e as próximas gerações.

    E até hoje, mais de um século depois, ainda colhemos os frutos amargos dessa decisão.

    A Ruptura de 1889: Quando o Brasil Perdeu Seu Eixo

    A Proclamação da República foi vendida como avanço, mas instaurou de forma abrupta um modelo político sem identidade institucional. Deixamos um regime estável, com décadas de paz interna, para um experimento marcado por:

    • sucessivos golpes;
    • fechamento de Congresso;
    • estados de sítio;
    • populismo personalista;
    • hiperconcentração de poder no Executivo.

    Desde então, o país busca um equilíbrio que nunca reencontrou.

    A Monarquia Constitucional: Um Modelo que Entregava Estabilidade

    A Monarquia Parlamentarista Constitucional adotada pelo Brasil Imperial não era absolutista. Era moderna, flexível e alinhada ao que hoje vemos nas nações mais desenvolvidas do mundo.

    O que esse sistema oferecia?

    Estabilidade

    Trocas de governo sem rupturas ou crises institucionais.

    Equilíbrio entre os Poderes

    O Imperador não governava; ele moderava, garantindo neutralidade e estabilidade.

    Continuidade de Projetos

    O Brasil tinha direção e planejamento de longo prazo.

    Desenvolvimento Real

    Na época, o Brasil liderava indicadores econômicos e sociais na América Latina.

    Não é nostalgia. É reconhecer que a estrutura institucional funcionava.

    A República: Um Século de Instabilidade

    Com o presidencialismo, o Brasil entrou em um ciclo permanente de disputas de poder: renúncias, impedimentos, rupturas, polarização e judicialização excessiva da política.

    O resultado tem sido:

    • Estados fracos;
    • falta de poder moderador;
    • crises políticas recorrentes;
    • mudanças bruscas de direção a cada governo;
    • instabilidade econômica e institucional.

    Um país que muda de rumo a cada quatro anos não constrói futuro — apenas gerencia crises.

    O Caminho de Volta Não É Sobre o Passado — É Sobre o Futuro

    Discutir a Monarquia Parlamentarista Constitucional não é idealizar o passado. É buscar um modelo que ofereça o que o Brasil mais precisa hoje: equilíbrio, estabilidade e maturidade institucional.

    Um sistema parlamentarista com Chefe de Estado neutro e Chefe de Governo substituível sem rupturas pode devolver ao país:

    • segurança jurídica;
    • continuidade de projetos;
    • ordem institucional;
    • justiça social;
    • desenvolvimento de longo prazo.

    Enquanto Isso, Nosso Papel Permanece o Mesmo

    Até que o país reencontre seu eixo institucional, cabe a nós manter viva:

    • a fé;
    • a esperança;
    • a responsabilidade individual;
    • o trabalho comunitário;
    • o compromisso com o bem comum.

    A transformação do Brasil começa em cada rua, cada bairro e cada comunidade.

    Conclusão: O Brasil de Verdade Ainda É Possível

    Não há o que comemorar quando lembramos o futuro que perdemos. Mas há muito o que construir quando enxergamos o futuro que ainda podemos recuperar.

    Quando o Brasil reencontrar seu equilíbrio institucional — seja pela modernização do sistema político ou por um novo modelo parlamentarista — retomaremos o caminho da ordem, da justiça e da prosperidade.

    Até lá, seguimos firmes: com fé, esperança e propósito.

  • Como calcular o 13º salário: guia simples para entender o seu direito






    Como calcular o 13º salário | Blog do Muka








    Utilidade Pública

    Como calcular o 13º salário

    Guia direto ao ponto para saber quanto você vai receber, quando cai e o que desconta.

    O 13º salário (gratificação natalina) é um direito garantido a trabalhadores e aposentados. Abaixo você encontra o passo a passo, exemplos e um simulador interativo para descobrir o valor líquido do seu 13º.

    📅 Quando é pago?

    • 1ª parcela: até 30 de novembro (ou adiantada nas férias, se solicitado).
    • 2ª parcela: até 20 de dezembro (com descontos de INSS e, se devido, IRPF).

    Regra dos 15 dias: o mês só conta para o 13º se você trabalhou mais de 15 dias nele.

    🧮 Cálculo em 2 passos

    1. Divida o salário-base por 12.
    2. Multiplique pelo número de meses computados no ano.
    Fórmula: 13º = (Salário ÷ 12) × Meses válidos

    📘 Exemplos práticos

    1) Ano completo

    Salário: R$ 3.000 • Meses válidos: 12
    13º = 3000 ÷ 12 × 12 = R$ 3.000

    2) Entrada no meio do ano

    Salário: R$ 3.000 • Meses válidos: 8
    13º = 3000 ÷ 12 × 8 = R$ 2.000

    3) Jornada parcial

    Se você recebe R$ 1.600 (30h/semana) e trabalhou 10 meses válidos:

    13º = 1600 ÷ 12 × 10 = R$ 1.333,33

    4) Parcelas

    Parcela Base O que acontece
    ~50% do 13º É adiantamento, sem descontos.
    Diferença até 100% Aplica INSS e possível IRPF.

    🧮 Simulador do 13º (2025)

    Considera tabela do INSS 2025 (progressiva) e do IRPF 2025 (vigente desde mai/2025) com opção de dedução simplificada (R$ 607,20) ou legais (INSS + dependentes + pensão).






    Lembrete: um mês só entra na conta se você trabalhou mais de 15 dias. Ajuste “Meses válidos”.

    ❓ FAQ — Perguntas rápidas

    Fiquei afastado pelo INSS. Conta para o 13º?

    Períodos de auxílio-doença contam de forma distinta: a empresa paga a parte proporcional ao que trabalhou e o INSS complementa nos casos previstos. Verifique seu extrato e comunique o RH.

    Recebo comissões. Como calcular?

    Para salário variável, usa-se a média das verbas variáveis no período de referência (ex.: média dos últimos meses). Confira a política interna e o acordo coletivo.

    Fui demitido(a). Tenho direito proporcional?

    Sim, exceto por justa causa. Na rescisão, o 13º proporcional é calculado pelos meses válidos do ano.

    Posso antecipar junto com as férias?

    Sim. Solicite ao RH conforme prazos internos (geralmente 30 dias antes das férias).

    ⚖️ Base legal

    Lei nº 4.090/1962 (institui a gratificação de Natal) e Decreto nº 57.155/1965 (regulamentação). Convenções e acordos coletivos podem detalhar procedimentos específicos.

    décimo terceiro
    direito trabalhista
    cálculo do 13º
    INSS
    IRPF

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  • Câmara dos Deputados debate política nacional de atendimento às pessoas com fibromialgia

    Painel de audiência pública na Câmara dos Deputados sobre fibromialgia
    Audiência pública discutirá a implementação da Política Nacional de Atendimento às Pessoas com Fibromialgia.

    A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados realizará na próxima terça-feira (11), às 17h, uma audiência pública para discutir a implementação da Lei nº 15.176/2025, que institui a Política Nacional de Atendimento às Pessoas com Fibromialgia.

    O debate foi solicitado pelos deputados Dr. Jaziel (PL-CE) e Paulo Folletto (PSB-ES) e acontecerá no Plenário 7, em Brasília. A iniciativa busca garantir que a nova legislação seja aplicada de forma integrada entre União, estados e municípios, beneficiando milhões de brasileiros que convivem com a condição.

    Por que isso importa

    A fibromialgia é uma condição crônica e incapacitante, caracterizada por dores generalizadas, fadiga e hipersensibilidade, afetando a qualidade de vida e a capacidade de trabalho de quem convive com o diagnóstico.

    Pontos centrais em discussão

    • Acesso ao diagnóstico no SUS e encaminhamento ágil;
    • Tratamento multidisciplinar contínuo e baseado em evidências;
    • Fornecimento de medicamentos e protocolos clínicos;
    • Reabilitação e reinserção social com apoio psicossocial;
    • Capacitação de profissionais de saúde e criação de centros de referência;
    • Articulação entre União, estados e municípios para efetividade da lei.
    Vista interna da Câmara dos Deputados durante sessão
    Plenário 7 sediará o debate às 17h do dia 11/11.

    Serviço

    • O quê: Audiência pública sobre a Política Nacional de Atendimento às Pessoas com Fibromialgia
    • Quando:
    • Onde: Plenário 7 – Câmara dos Deputados (Brasília)
    • Transmissão: Portal da Câmara dos Deputados
    • Proponentes: Dep. Dr. Jaziel (PL-CE) e Dep. Paulo Folletto (PSB-ES)

    Fonte e reprodução

    Conteúdo baseado em informações da Agência Câmara Notícias. A reprodução é autorizada desde que citada a assinatura “Agência Câmara Notícias”.

    Tags: fibromialgia, saúde, políticas públicas, Comissão de Saúde, Câmara dos Deputados

  • CNH Social no Paraná: lei 22.763/2025 é sancionada; veja quem tem direito e quando começa

    CNH Social no Paraná: lei 22.763/2025 é sancionada; veja quem tem direito e quando começa

    Por Redação Blog do Muka • Publicado em • Atualizado há 6 horas Utilidade Pública Trânsito
    Imagem de apoio sobre CNH Social no Paraná
    CNH SocialDetran-PRParaná EmpregoTransporteLei 22.763/2025

    O governador Carlos Massa Ratinho Junior sancionou nesta terça-feira, 4 de novembro de 2025, a lei 22.763/2025, que cria o programa CNH Social no Paraná. A iniciativa, coordenada pelo Detran-PR, garante gratuidade na formação e na obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), além de inclusão ou mudança de categoria para pessoas em situação de vulnerabilidade.

    O que é o CNH Social

    O programa busca reduzir desigualdades e ampliar oportunidades de trabalho ao custear a 1ª habilitação e a mudança de categoria para motoristas de baixa renda. A gestão e a regulamentação ficam a cargo do Detran-PR, que definirá diretrizes, credenciará Centros de Formação de Condutores (CFCs) e publicará editais com as vagas.

    Modalidades do programa

    As quatro trilhas de atendimento previstas na lei 22.763/2025
    ModalidadePara quemDetalhes
    HabilitaQuem busca a primeira CNHCategorias A (moto) e B (carro).
    ProfissionalizaCondutores já habilitadosAdição de C, D ou E, com cursos especializados (escolar, emergência e outros).
    CNH nas EscolasAlunos/egressos da rede estadualReserva 10% das vagas de 1ª habilitação para quem cursou todo o ensino médio na rede pública estadual.
    Mais Mulheres na DireçãoMulheresReserva 10% das vagas para 1ª habilitação e pelo menos 50% das vagas para mudança para C/D/E.
    Cotas e inclusão: 5% das vagas são destinadas a pessoas com deficiência (PCD).

    Quem pode participar (critérios)

    • Renda familiar de até 3 salários mínimos;
    • Residência no Paraná há pelo menos 12 meses e no município onde o benefício será concedido;
    • Inscrição no CadÚnico (Cadastro Único federal);
    • Não possuir restrição do direito de dirigir (CNH suspensa/cassada).

    O que o programa cobre

    O CNH Social isenta todas as taxas ligadas ao processo de habilitação: exames médicos e psicológicos, cursos teórico-práticos, provas e demais procedimentos. A inclusão do EAR (Exercício de Atividade Remunerada) também é gratuita. O investimento anual previsto é de R$ 2,8 milhões, custeado pelo Detran-PR.

    Previsão de cronograma

    • 04/11/2025: sanção da lei 22.763/2025;
    • Regulamentação: feita pelo Detran-PR (diretrizes e credenciamento dos CFCs);
    • Primeiro edital: previsão ainda em 2025, com 5 mil vagas iniciais;
    • Início das aulas: estimado para 2026.

    Como participar

    Atenção: a seleção ocorrerá via edital do Detran-PR. Enquanto o edital não sai, mantenha seu CadÚnico atualizado e documentação pessoal em dia.
    1. Aguarde a publicação do edital no site do Detran-PR;
    2. Leia os critérios e documentos exigidos (comprovantes de renda, residência, CadÚnico etc.);
    3. Inscreva-se na modalidade adequada (Habilita, Profissionaliza, CNH nas Escolas, Mais Mulheres);
    4. Acompanhe resultados, prazos para matrícula e início das aulas no CFC credenciado.
  • Post sem título 1459
    O Caso Odete Roitman e a Minha História com a Justiça
    Blog do Muka | Crônica & Cidadania
    O Caso Odete Roitman e a Minha História com a Justiça
    Entre luz e sombra: quando a verdade precisa atravessar o mistério para ser reconhecida.
    Capa criada por Blog do Muka (SVG embutido, livre para uso no post)

    O Caso Odete Roitman e a Minha História com a Justiça

    Por ·

    Uma trama de documentos, perícias e fé — quando a verdade encontra o seu caminho.

    Em poucas linhas: Minha luta no INSS e contra a Spal mostra como a verdade pode atrasar, mas não falha. Organizar provas, traduzir a dor em limitações funcionais e insistir com método é o caminho para transformar sofrimento em justiça.

    Há décadas, o Brasil parou diante de uma pergunta: “Quem matou Odete Roitman?” A trama não era apenas sobre um crime, mas sobre verdades escondidas, interesses cruzados e o poder de manipular narrativas. No fundo, representava a própria confusão entre o que é justo e o que é conveniente. De certa forma, eu também vivi — e ainda vivo — um caso que poderia levar o mesmo nome.

    ⚖️ A Trama do INSS

    Meu processo com o INSS se arrasta como um roteiro cheio de capítulos, laudos e contradições. Entre perícias, recursos e documentos, o que deveria ser uma análise técnica virou um drama humano, em que a dor real se perdeu no meio da burocracia.

    Mesmo com diagnósticos claros — dor crônica, fibromialgia, paraparesia e limitações físicas comprovadas —, o reconhecimento demorou, como se a verdade precisasse de autorização para existir. Cada exame novo, cada relatório médico, é como uma cena que reescreve o enredo e mostra que a história sempre foi real, apenas mal interpretada.

    🏭 A Trama Contra a Spal

    Se no INSS o drama é a lentidão, contra a Spal/Coca-Cola o enredo é o silêncio. Um acidente de trabalho real não teve a CAT emitida na época, distorcendo toda a história judicial. Anos depois, um ex-técnico de segurança confirma por e-mail que a CAT foi orientada, mas nunca registrada. Enquanto isso, as sequelas aumentaram, os diagnósticos se multiplicaram e a dor virou rotina.

    Hoje, o que era dúvida virou prova viva de negligência, e o que parecia uma causa perdida começa a se transformar em um caso de reparação e verdade.

    “Justiça é a verdade organizada. Meu plano é organizar a minha.”

    🔎 A Verdade Sempre Encontra um Caminho

    Assim como no famoso caso da novela, a grande revelação não veio de repente. Veio aos poucos — em documentos, laudos, datas, e sobretudo em fé. A verdade tem seu tempo. Às vezes é calada, distorcida ou esquecida, mas nunca deixa de existir.

    Eu não busco vingança. Busco justiça. Não procuro culpados. Procuro reconhecimento.

    Porque cada dor ignorada é uma história que o sistema tenta apagar — e eu decidi não permitir isso.

    🌅 Epílogo

    Talvez a minha história não renda uma novela, mas tem todos os elementos de uma: drama, resistência, silêncio, injustiça e, principalmente, esperança. E se na televisão a pergunta era “quem matou Odete Roitman?”, na vida real a pergunta é:

    “Quando a verdade vai, enfim, ressuscitar o que a injustiça tentou enterrar?”

    Enquanto isso, sigo em frente — com documentos nas mãos, fé no coração e a certeza de que a verdade, mais cedo ou mais tarde, sempre encontra um caminho.

    — Samuel S. M. Neto

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  • Lei amplia compra da agricultura familiar para o PNAE

    Lei amplia compra da agricultura familiar para o PNAE

    Lei amplia compra da agricultura familiar para o PNAE

    Publicado em 07 de outubro de 2025 | Por Blog do Muka

    Crianças recebendo merenda escolar

    Imagem ilustrativa de merenda escolar

    Foi sancionada a Lei nº 15.226/2025, que reforça o vínculo entre a agricultura familiar e a merenda escolar no Brasil. A partir de 1º de janeiro de 2026, o PNAE deverá reservar ao menos 45% de seus recursos para compras diretas de agricultores familiares, assentamentos e comunidades tradicionais.

    Principais mudanças trazidas pela lei

    A nova norma amplia o percentual anterior de 30% para 45%, buscando fortalecer a produção local e valorizar agricultores que estão mais próximos das escolas. Essa mudança representa um incremento substancial de investimento direto na economia rural local.

    “O PNAE é um eixo essencial para garantir segurança alimentar e nutricional, promovendo alimentação saudável, valorizando a cultura local e impulsionando a economia das pequenas comunidades.”
    Camilo Santana, ministro da Educação.

    O programa é organizado pelo FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) e atende cerca de 40 milhões de alunos na educação pública básica. Com um orçamento de R$ 5,5 bilhões ao ano, a nova regra destinará aproximadamente R$ 2,4 bilhões extras para compras diretas da agricultura familiar.

    Regras e cuidados adicionais

    A lei exige que os alimentos entregues tenham prazo de validade que cubra no mínimo metade do tempo entre a fabricação e a data final de validade — salvo nos casos de produtos in natura vindos da agricultura familiar. Além disso, os Conselhos de Alimentação Escolar (CAE) passam a supervisionar não só a execução orçamentária, mas também a variedade, qualidade e validade dos gêneros adquiridos.

    Essa mudança reforça o compromisso do PNAE com a alimentaçāo saudável, com a sustentabilidade e com o desenvolvimento das comunidades agrícolas — consolidando o Brasil como referência em políticas de nutrição escolar.

    Sobre o autor

    Samuel Sleiman Mouchaileh Neto é Administrador Social, líder comunitário e fundador do Blog do Muka. Atua com projetos de educação, políticas públicas e fortalecimento de comunidades locais.

  • Post sem título 1440

    🖤 Jovem de Ponta Grossa parte após corajosa luta contra o câncer

    Publicado em 07 de outubro de 2025 | Por Redação Blog do Muka

    A cidade de Ponta Grossa amanheceu tomada pela emoção nesta segunda-feira (6), com a triste notícia do falecimento de Mayara Pereira, uma jovem de apenas 28 anos que travou uma batalha inspiradora contra o câncer. Ela estava internada na Santa Casa de Ponta Grossa, onde recebeu seus últimos cuidados com fé e coragem.

    “Agradeço a Deus por me dar forças a cada dia para chegar até aqui. Agora é seguir confiante, com a certeza de que a cura já foi alcançada.” – Mayara Pereira, em março de 2025.

    Natural de Ponta Grossa, Mayara atuava como auxiliar de laboratório e era reconhecida pelo sorriso sincero e pela serenidade com que enfrentava as dificuldades. Sua fé e esperança foram exemplo para todos que acompanharam sua jornada.

    Em março deste ano, ela celebrou o encerramento de seu tratamento, tocando o sino da vitória no Hospital Santa Casa. Aquele momento foi marcado por lágrimas, aplausos e gratidão — um símbolo de que a força humana vai além da dor.

    Mayara Pereira - homenagem Mayara Pereira tocando o sino da vitória Mayara Pereira durante homenagem

    “A vida é feita de ciclos. E cada vitória merece ser celebrada.”

    🌹 Despedida e homenagem

    O corpo de Mayara foi velado na Capela da Funerária Princesa e o sepultamento ocorreu às 10h de hoje terça-feira (7), no Cemitério Parque Campos Gerais. Amigos e familiares se reúniram para prestar as últimas homenagens a uma mulher que partiu cedo, mas deixou uma história de amor, fé e superação.

    Mayara deixa uma filha de oito anos, que era sua maior inspiração e razão de seguir firme durante o tratamento. Sua lembrança permanecerá viva no coração de todos que tiveram o privilégio de conhecê-la.

    A trajetória de Mayara é um lembrete de que a vida é frágil, mas o amor e a fé são eternos. Em cada passo, ela ensinou que mesmo nas horas mais sombrias, há espaço para gratidão e esperança.

    ✍️ Sobre o autor

    Samuel Sleiman Mouchaileh Neto é Administrador Social, Líder Comunitário e Presidente do Instituto União Colônia Dona Luiza. Com formação em Gestão Pública, Gestão Ambiental e Direito, atua em projetos sociais que unem fé, inovação e solidariedade. Fundador do Blog do Muka, dedica-se a contar histórias reais que inspiram transformação e empatia.

  • Post sem título 1415
    Explorar a fé para fins políticos não é seguir a Cristo — Blog do Muka
    Jesus expulsando os mercadores do templo — simbolizando a rejeição ao uso da fé para fins políticos.
    Jesus no templo: fé não deve ser usada como ferramenta política.

    Explorar a fé para fins políticos não é seguir a Cristo

    Opinião • Por Samuel Sleiman Mouchaileh Neto

    Sou membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Minha vida é centralizada em Jesus Cristo, meu Salvador e Redentor. É Nele que encontro direção, consolo e propósito. E é justamente por amar e seguir a Cristo que não posso me calar diante do que venho testemunhando em nossa cidade: a exploração da fé das pessoas com objetivos pessoais e políticos.

    Quando o púlpito vira palanque

    Tenho visto, com tristeza, púlpitos virarem palanques, mensagens sagradas serem usadas como cabo eleitoral, e lideranças religiosas afirmarem que “quem não votar no pastor vai para o inferno”. Isso não é evangelho. Isso não é política limpa. Isso é manipulação da fé e coerção psicológica do eleitor.

    Em Ponta Grossa, já contamos com três vereadores pastores e um vice-prefeito pastor. A presença de pessoas de fé na política é legítima, mas transformar estruturas religiosas em máquinas eleitorais produz um desequilíbrio democrático que fere a essência do voto livre.

    O exemplo do Salvador

    Nos Evangelhos, Jesus não aceitou que a Casa de Seu Pai fosse transformada em espaço de interesse próprio. Ele expôs a distorção do sagrado e defendeu a pureza da adoração. Se o nome de Cristo é invocado para dividir, explorar ou dominar, estamos muito longe do discipulado verdadeiro.

    Estado laico não é contra a fé — é contra privilégios

    O Estado é laico. Isso não significa ser contra Deus, contra religiões ou contra a liberdade de culto. Significa que o poder público não pode privilegiar um credo, financiar eventos confessionais exclusivos com dinheiro de todos ou aparelhar estruturas religiosas para fins eleitorais.

    Estado laico protege a fé ao impedir que ela seja instrumentalizada pelo poder — e protege a política ao impedir que ela seja capturada por um púlpito.

    Minha manifestação como líder comunitário

    Como cidadão e como discípulo de Jesus Cristo, eu preciso me manifestar. Não é contra pastores, igrejas ou crentes. É contra a prática de transformar o sagrado em moeda política. Essa lógica corrói o tecido comunitário, exclui quem não é do mesmo credo e coloca a fé como instrumento de poder, e não de serviço.

    O que Ponta Grossa precisa ouvir

    • Fé não é marketing político. O púlpito é lugar de adoração, não de cabos eleitorais.
    • Recursos públicos devem servir a toda a população, independente de religião.
    • Liberdade religiosa não é salvo-conduto para campanha antecipada ou coerção do voto.
    • Respeito entre crenças: Umbanda, Candomblé, evangélicos, católicos e quem não tem religião — todos são cidadãos.

    🕊️ Chamado à consciência

    Se a fé que professamos não nos faz mais honestos, compassivos e responsáveis, então ela virou rótulo. Que nossa cidade tenha líderes de todas as crenças — e também sem crença —, mas que a política seja feita com ética, transparência e respeito. Explorar a fé para fins políticos não é seguir a Cristo.


    Samuel Sleiman Mouchaileh NetoAdministrador Social e Líder Comunitário em Ponta Grossa-PR. Bacharelando em Direito e MBA em Dados & IA. Autor de Liderança Comunitária Descomplicada.

    Se você concorda com este manifesto, compartilhe e participe do debate com respeito e fraternidade.

  • E se o povo pudesse revogar o mandato de seus representantes?

    E se o povo pudesse revogar o mandato de seus representantes?

    E se o povo pudesse revogar o mandato de seus representantes? — Blog do Muka
    Opinião • Democracia & Cidadania

    E se o povo pudesse revogar o mandato de seus representantes?

    Uma provocação sobre responsabilidade, transparência e protagonismo do eleitor — sem fórmulas mágicas, apenas uma ideia para pensar.

    Por Samuel Sleiman Mouchaileh Neto Publicado em Leitura: ~4 min
    E se o povo pudesse revogar o mandato de seus representantes?
    E se o povo pudesse revogar o mandato de seus representantes?

    Ah, em meio a votações na Câmara de Ponta Grossa sobre a terceirização da merenda escolar — um tema que envolve riscos e impactos diretos na vida das crianças e famílias —, vemos um cenário preocupante. Há vereadores que publicamente se manifestam contra, mas, no momento da oportunidade, acabam votando a favor, guiados por objetivos pessoais e não pelo compromisso assumido com o eleitorado. Outros, em situações igualmente decisivas, simplesmente se tornam ausentes em votações importantes.

    Esse contraste entre discurso e prática gera a sensação de que o povo perde o poder logo após a eleição, restando apenas assistir passivamente aos rumos que seus representantes escolhem tomar.

    O contexto da frustração pós-eleição

    Votar é uma das expressões mais fortes da cidadania. A cada ciclo, milhões de brasileiros depositam confiança, expectativas e planos em nomes e propostas. Entretanto, passados alguns meses, não são poucos os que percebem distância entre o discurso e a prática.

    Nosso sistema prevê mecanismos para afastar autoridades por motivos graves. Já o eleitor comum, diante da simples frustração com a agenda escolhida por seu representante, permanece sem instrumentos diretos para reavaliar a sua escolha até o fim do mandato.

    Um exercício de imaginação cívica

    E se existisse um caminho institucional para que, em um ponto intermediário do mandato, a sociedade pudesse revisitar a confiança depositada em seus representantes?

    Não estou falando em fórmulas fáceis nem em atalhos que desrespeitem garantias. Falo de um exercício mental: imaginar um rito simples, transparente e seguro, em que a população pudesse confirmar a permanência ou retirar o apoio a quem não entregou o prometido.

    Somente a possibilidade de revisão já alteraria incentivos: quem ocupa cargo eletivo passaria a calibrar decisões com mais atenção ao compromisso firmado com o eleitor.

    Que efeitos essa ideia traria?

    Como provocação, alguns efeitos parecem plausíveis:

    • Responsabilização contínua: mandato deixa de ser “cheque em branco” e vira compromisso monitorado.
    • Transparência e diálogo: representantes tendem a explicar escolhas, publicar métricas e prestar contas com mais frequência.
    • Protagonismo do eleitor: a cidadania deixa de ser episódica (apenas no dia da urna) e se torna um processo.

    Isso não quer dizer ausência de riscos. Toda boa ideia democrática convive com desafios de desenho institucional, segurança, privacidade e garantias fundamentais. Por isso, a imaginação responsável sempre anda de mãos dadas com cautela institucional.

    Limites, cautelas e o que fica de lição

    O Brasil consolidou pilares como a liberdade de escolha, o voto secreto e a proteção contra abusos. Qualquer transformação relevante precisa respeitar esse alicerce. Ainda assim, o simples ato de pensar possibilidades nos ajuda a aperfeiçoar o que já temos.

    No fim das contas, fica a pergunta que vale mais do que qualquer rótulo: como aproximar o mandato do compromisso firmado com o cidadão?

    Democracia Cidadania Responsabilização Transparência Política Brasileira

    Samuel Sleiman Mouchaileh Neto — Administrador Social, Líder Comunitário em Ponta Grossa-PR, bacharelando em Direito e com MBA em Gestão Pública. Autor do livro Liderança Comunitária Descomplicada.

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    Para pensar: já imaginou se existisse um caminho institucional que desse ao povo a possibilidade de, no meio do mandato, confirmar a confiança ou rever a escolha? Fica a ideia — apenas um exercício de imaginação cívica.