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  • Flávio Bolsonaro acena ao mercado e fala em privatizações em eventual governo em 2026

    Flávio Bolsonaro acena ao mercado e fala em privatizações em eventual governo em 2026

    Blog do Muka • Política & Economia Atualizado: 27/12/2025
    blogdomuka.com.br

    Entrevista à Reuters traz promessas de “governo enxuto”, redução de impostos, cortes de gastos e retomada de privatizações — com menção a Correios e, “provavelmente”, Petrobras.

    Flávio Bolsonaro e a promessa de privatização dos Correios e, ‘provavelmente’, da Petrobras
    Imagem: composição para compartilhamento • Blog do Muka

    Em sua primeira entrevista exclusiva a um veículo internacional desde que anunciou pré-candidatura, o senador Flávio Bolsonaro afirmou que, caso seja eleito presidente em 2026, pretende conduzir um governo mais enxuto, com foco em redução de impostos, equilíbrio fiscal e retomada do programa de privatizações no Brasil.

    As declarações, atribuídas a uma conversa com a Reuters, apontam para um movimento de aproximação do senador com empresários, banqueiros e agentes do mercado — um recado de que a agenda econômica buscaria ser previsível e orientada por modernização do Estado, com corte de gastos e reorganização da máquina pública.

    Correios e Petrobras entram no radar

    Entre as empresas citadas, aparecem os Correios e, de forma mais cautelosa, a Petrobras. Sobre a estatal do petróleo, a sinalização foi feita com o termo “provavelmente”, indicando que a proposta poderia depender de desenho institucional, ambiente político e viabilidade no Congresso.

    O debate volta ao centro: privatizações aumentam eficiência e competição, mas também levantam questões sobre serviço universal, controle estratégico e impactos sociais.

    Um discurso de “moderação” dentro do bolsonarismo

    Na entrevista, Flávio afirmou se ver como um nome mais moderado dentro do bolsonarismo — uma tentativa de ampliar pontes e reduzir atritos, especialmente com setores que priorizam estabilidade institucional e segurança jurídica.

    • Controle de gastos e foco em equilíbrio fiscal;
    • Modernização do Estado e revisão de estruturas;
    • Abertura para maior participação do setor privado;
    • Mais concorrência em áreas como o setor aéreo.

    Privatizações: solução ou novo conflito?

    Embora privatizações agradem parte do mercado, elas também enfrentam resistência quando atingem áreas com forte capilaridade social. No caso dos Correios, o debate envolve atendimento no interior, universalização do serviço e impacto sobre trabalhadores. Já a Petrobras costuma concentrar discussões sobre preços de combustíveis, soberania energética e arrecadação pública.

    🧠 Análise do Blog do Muka

    O movimento de falar com a imprensa internacional indica tentativa de reposicionamento: sair do “rótulo” e disputar credibilidade como alternativa de poder. Em 2026, o desafio será transformar promessas econômicas em um projeto viável, com equilíbrio social e sustentação política no Congresso.

    No fim, a entrevista sinaliza que a disputa eleitoral já começa pelo campo da confiança: quem consegue vender a ideia de “crescimento com responsabilidade” — e, ao mesmo tempo, responder aos impactos práticos que reformas e privatizações trazem para o dia a dia do cidadão.


    Categoria: Política • Economia
    Tags: Eleições 2026 • Privatizações • Correios • Petrobras • Mercado • Estado

    Nota editorial: Este conteúdo apresenta leitura e contextualização jornalística a partir de declarações atribuídas a entrevista. O Blog do Muka recomenda sempre acompanhar fontes primárias, documentos oficiais e posicionamentos completos para formar opinião.

    Sobre o autor blogdomuka.com.br
    Imagem do autor - Blog do Muka

    Samuel Sleiman Mouchaileh Neto (Muka)

    Administrador Social e Líder Comunitário em Ponta Grossa (PR). Atua com comunicação pública, projetos sociais e análise de temas locais e nacionais, com foco em transparência, gestão pública e cidadania.

    Gestão Pública Política & Economia Projetos Sociais

    “Informação que constrói consciência.”

  • Corrupção no Brasil: Lula x Bolsonaro — o que dizem os fatos

    Corrupção no Brasil: Lula x Bolsonaro — o que dizem os fatos

    Política • Análise

    Comparação baseada em decisões judiciais, investigações oficiais e dados públicos.

    A corrupção é um dos temas mais explorados do debate político brasileiro, quase sempre de forma polarizada. Esta análise compara os governos Lula e Bolsonaro a partir de fatos documentados, decisões judiciais e posicionamentos institucionais, evitando narrativas simplistas.

    🔴 Governos Lula

    Nos mandatos de 2003 a 2010, vieram à tona escândalos como o Mensalão (AP 470) e, posteriormente, o Petrolão, revelado pela Operação Lava Jato.

    • Mensalão: compra de apoio político no Congresso.
    • Petrolão: esquema bilionário envolvendo Petrobras, partidos e empreiteiras.
    • Desvios em estatais e fundos de pensão.

    Lula foi condenado em processos da Lava Jato, mas as condenações foram anuladas pelo STF por vícios processuais, como incompetência do juízo e parcialidade, sem julgamento definitivo do mérito.

    No terceiro mandato, Lula defende a reconstrução institucional, mas enfrenta críticas relacionadas a indicações políticas e à ausência de novos mecanismos estruturantes de combate à corrupção.

    🔵 Governo Bolsonaro

    Jair Bolsonaro foi eleito em 2018 com forte discurso anticorrupção. Ao longo do mandato, porém, ocorreram decisões que resultaram no enfraquecimento da Lava Jato e em conflitos com órgãos de controle.

    • Encerramento da força-tarefa da Lava Jato.
    • Uso ampliado de sigilos administrativos.
    • Redução da transparência orçamentária.

    O principal escândalo do período foi o Orçamento Secreto (RP9), posteriormente declarado inconstitucional pelo STF.

    Também houve investigações envolvendo familiares do presidente (rachadinhas), além do caso Covaxin, apurado pela CPI da Covid. Bolsonaro não foi condenado, mas deixou investigações em andamento.

    📌 O que dizem os tribunais

    • Lula: condenações anuladas por vícios processuais; sem absolvição de mérito.
    • Bolsonaro: sem condenações; múltiplas investigações e decisões do STF e TCU.
    • Orçamento Secreto: considerado inconstitucional pelo STF.
    • Mensalão: condenações confirmadas pelo STF (AP 470).

    ⚖️ Comparação direta

    Aspecto Lula Bolsonaro
    Escândalos Mensalão e Petrolão Orçamento Secreto, família
    Condenações Sim (anuladas) Não
    Postura institucional Instituições mantidas Instituições enfraquecidas

    📚 Fontes e Referências

    • Supremo Tribunal Federal (STF)
    • Superior Tribunal de Justiça (STJ)
    • Ministério Público Federal (MPF)
    • Tribunal de Contas da União (TCU)
    • CPI da Covid – Senado Federal
    • Transparência Brasil
    • Relatórios oficiais da Petrobras
    Samuel Sleiman Mouchaileh Neto
    Administrador Social • Líder Comunitário • Editor do Blog do Muka
  • CNH do Brasil: passo a passo para acessar o novo aplicativo da habilitação

    CNH do Brasil: passo a passo para acessar o novo aplicativo da habilitação

    Blog do Muka • Utilidade pública Atualizado: 12/12/2025

    📱 Serviço digital 🪪 CNH Digital 🧩 gov.br
    Imagem de destaque: CNH do Brasil no celular

    Tem novidade na habilitação: o aplicativo “CNH do Brasil” chega como evolução do que muita gente conheceu como Carteira Digital de Trânsito (CDT). Na prática, a proposta é simplificar o acesso à sua CNH no celular e concentrar serviços em um único lugar.

    Importante: este conteúdo é um guia prático, em linguagem simples. As telas e nomes podem variar um pouco conforme atualizações do aplicativo e regras do seu Detran.

    ✅ Passo a passo para acessar o novo aplicativo

    1. Baixe ou atualize o app
      Procure por “CNH do Brasil” na loja do seu celular (Android ou iPhone). Se você já usava a CDT, o caminho costuma ser apenas atualizar.
    2. Faça login com sua conta gov.br
      Entre com CPF e senha do gov.br. Se necessário, finalize a validação de segurança/identidade.
    3. Abra a área do condutor
      Vá em Condutor (ou menu equivalente) para ver as opções ligadas à CNH.
    4. Ative/baixe a CNH Digital
      Siga o fluxo para adicionar a CNH ao aplicativo. Pode ser solicitado reconhecimento facial/biometria.
    5. Pronto: CNH no celular
      Depois de ativada, a CNH fica disponível para consulta e apresentação quando necessário.

    📌 Guia visual

    Infográfico com telas e orientações do aplicativo CNH do Brasil (CDT)

    Infográfico com as telas do app e o caminho mais comum para acessar recursos da habilitação.

    🧠 Dúvidas rápidas

    Precisa internet para mostrar a CNH?

    Em geral, depois de ativada no celular, a CNH digital costuma ficar acessível no aparelho. Ainda assim, é recomendado manter o app atualizado e o celular com bateria.

    A CNH digital vale como documento?

    A CNH digital é aceita como documento, mas siga as orientações do seu estado e das autoridades de trânsito em situações específicas.

    Fonte/Referência: https://mla.bs/a47bc635

    Por Samuel Sleiman Mouchaileh Neto (Muka)
    Administrador Social e Líder Comunitário • Ponta Grossa/PR

    No Blog do Muka, a gente traduz o “complicado” para o “entendível” — com utilidade pública, orientação prática e informação que ajuda de verdade no dia a dia.

  • Deputado Marcelo Rangel firma acordo com MP e evita investigação sobre uso de assessores na campanha de 2024

    Deputado Marcelo Rangel firma acordo com MP e evita investigação sobre uso de assessores na campanha de 2024

    Deputado Marcelo Rangel

    O deputado estadual Marcelo Rangel (PSD) firmou um Acordo de Não Persecução Cível (ANPC) com o Ministério Público do Paraná (MPPR), que suspendeu o inquérito que apurava o possível desvio de função de três assessores parlamentares lotados em seu gabinete desde junho de 2024. Segundo o MP, servidores pagos pela Assembleia teriam atuado na campanha eleitoral de Rangel à Prefeitura de Ponta Grossa.

    O acordo, assinado em 14 de agosto de 2025, ainda depende de homologação judicial. Pelos termos, Rangel se compromete a pagar R$ 75.439,75, sendo R$ 50.239,37 de ressarcimento ao erário e o restante como multa civil destinada ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos.

    O pagamento pode ser parcelado em até 12 vezes, iniciando 30 dias após a ciência da homologação. Os comprovantes deverão ser anexados mensalmente ao processo.

    O acordo foi firmado pela promotora Maria Natalina Nogueira de Magalhães Santarosa e pelo advogado Cássio Prudente Vieira Leite. O documento ressalta que a assinatura não configura confissão de ilícito.

    O contexto político

    Marcelo Rangel está em seu terceiro mandato como deputado estadual, é vice-líder do governo Ratinho Junior e ex-secretário de Inovação do Paraná. Foi também prefeito de Ponta Grossa por dois mandatos. Na eleição de 2024, terminou em terceiro lugar, atrás de Mabel Canto e Elizabeth Schmidt.

    Traiano, Plauto e a sequência de acordos

    Este caso não é isolado. Em 2024, vieram à tona os acordos firmados entre o MPPR e os deputados Ademar Traiano e Plauto Miró, envolvendo o contrato de transmissão da Assembleia pela TV Icaraí. Ambos celebraram ANPP e ANPC após admitirem cobrança de propina relacionada ao contrato.

    O nome de Plauto também já apareceu em delações colhidas na Operação Quadro Negro, investigação de desvios milionários em obras de escolas do Paraná.

    Opinião do Blog do Muka

    No Blog do Muka, a gente sempre olha para os fatos com responsabilidade, mas também com coração. E a verdade é que essa notícia entristece. Muita gente acompanhou a trajetória de Rangel, viu avanços, projetos, ideias — e esperava responsabilidade à altura dessa história.

    O instrumento jurídico é legal. O problema é a sensação política: mais uma situação envolvendo agentes públicos termina em parcelas, acordo, silêncio, e a sociedade sem respostas completas.

    Quando é o cidadão comum que erra, dificilmente existe “acordo”. Quando é alguém no topo da estrutura política, parece que sempre existe.

    O Blog do Muka segue aberto para ouvir o deputado ou sua defesa. Transparência é o mínimo que a população espera.


    Samuel Sleiman Mouchaileh Neto

    Sobre o autor

    Samuel Sleiman Mouchaileh Neto é administrador social, líder comunitário e autor do livro Liderança Comunitária Descomplicada. Atua em projetos sociais, defesa da qualidade de vida nos bairros e iniciativas de controle social em Ponta Grossa–PR.

  • Paranaenses já podem fiscalizar investimentos em Educação; ferramenta revela dados de Ponta Grossa, uniformes e merenda

    Paranaenses já podem fiscalizar investimentos em Educação; ferramenta revela dados de Ponta Grossa, uniformes e merenda

    Painel de Investimentos Municipais em Educação – TCE-PR
    Painel de Investimentos Municipais em Educação, do TCE-PR, disponível no Portal Informação para Todos (PIT).

    Paranaenses já podem fiscalizar investimentos em Educação; ferramenta escancara números de Ponta Grossa, uniformes e merenda

    PONTA GROSSA (PR) – Um painel interativo do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) promete mudar a forma como a população acompanha os gastos com Educação. E, em Ponta Grossa, a ferramenta chega em meio a um histórico de polêmicas com uniformes escolares, terceirização de merendeiras e a nova licitação da merenda, que também será terceirizada.

    (mais…)
  • Natal em Ponta Grossa: quando a arte encontra a cidade real

    Natal em Ponta Grossa: quando a arte encontra a cidade real

    Decoração de Natal em Ponta Grossa fotografada por Henry Milléo
    Foto: Henry Milléo / Reprodução

    Natal em Ponta Grossa: quando a arte encontra a cidade real

    Entre a beleza da foto, o esforço de quem trabalha de madrugada e o cotidiano de quem precisa circular pelo Centro, surge um debate necessário sobre arte, mobilidade e qualidade de vida.


    A foto de Henry Milléo que circula nas redes sociais mostra, sem dúvida, um grande esforço de produção: luzes, estruturas metálicas, banners gigantes, cores fortes e uma mensagem institucional que toma conta da principal via do Centro de Ponta Grossa.

    Em postagem recente, o secretário de Cultura, Alberto Portugal, lembrou que por trás dessa imagem existem meses de planejamento, estudos, discussões com fornecedores, equipes que viram a madrugada trabalhando e profissionais de engenharia, arquitetura, comunicação e arte envolvidos. Reconhecer esse esforço é o mínimo que se espera de qualquer debate honesto: ninguém está questionando a dedicação dos trabalhadores.

    “Gosto é subjetivo, e todo mundo tem direito pleno de opinar. Estranho seria se 345 mil pessoas concordassem que ficou bonito.”

    Gosto é subjetivo, mas a cidade é objetiva

    É verdade: gosto é subjetivo. Ninguém espera que 345 mil pessoas pensem da mesma forma. Alguns vão achar a decoração linda, outros vão achar pesada, escura ou exagerada. Essa divergência faz parte da arte e da democracia.

    Porém, quando a arte sai da galeria e entra na rua, ela deixa de ser apenas uma expressão estética e passa a ser também uma decisão de política urbana. Aí, o debate não é só sobre “ficar bonito na foto”, mas sobre como isso impacta a vida real das pessoas:

    • a mobilidade de quem precisa circular pelo Centro;
    • as vagas de estacionamento que deixam de existir justamente no mês mais movimentado para o comércio;
    • a experiência de quem caminha, dirige, trabalha e consome na região;
    • a sensação de segurança visual e conforto, principalmente à noite.

    Uma decoração bonita, mas pesada e escura

    Observando a imagem, a decoração impressiona pela grandiosidade, mas também chama atenção por ser visualmente pesada:

    • predomínio de vermelho e verde escuros, com grandes massas de cor;
    • painéis enormes com pouco “respiro” visual;
    • iluminação majoritariamente quente, com pouco contraste de luz branca.

    O resultado é um cenário que, embora organizado, fica denso e carregado, principalmente quando somado ao trânsito intenso, às luzes dos semáforos e aos anúncios das lojas. Para muitos moradores, o sentimento não é de “magia natalina”, mas de poluição visual.

    Quando a estrutura ocupa a cidade

    Outro ponto que não pode ser ignorado é a ocupação de vagas de estacionamento. As estruturas metálicas e os pórticos avançam sobre áreas que, em outros períodos do ano, servem para parar o carro, embarcar idosos, descarregar mercadorias ou facilitar o acesso de pessoas com mobilidade reduzida.

    Em dezembro, o comércio precisa de fluxo, rotatividade e facilidades para o consumidor. Tirar vagas em nome da decoração é uma escolha que tem consequências econômicas e sociais concretas. É legítimo que comerciantes, motoristas e moradores se perguntem: valeu a pena esse custo?

    A cidade que sente também tem o direito de falar

    O secretário dedica a imagem a um colega arquiteto e diz que “a gente não vive pra ver, vive pra sentir”. Eu concordo: a cidade é, antes de tudo, um lugar de sensações. Mas é justamente por isso que as sensações de quem vive o Centro todos os dias também precisam ser respeitadas.

    Quem enfrenta filas, congestionamento, falta de vaga, dificuldade para descer com uma criança ou com um idoso, também sente. E o sentimento de parte da população é claro: a decoração, do jeito que foi montada, ficou bonita nas fotos oficiais, mas pesada, escura e pouco funcional para o cotidiano da cidade.

    Arte que provoca, diálogo que constrói

    A arte, como disse o próprio secretário, “provoca e reflete a alma dos homens”. Se provoca, precisa estar aberta à crítica. Se reflete a cidade, precisa enxergar não apenas o olhar de quem projeta, mas também de quem vive e paga por aquela intervenção.

    Não se trata de negar o trabalho feito, nem de desmerecer os profissionais envolvidos. Trata-se de algo maior: pensar o Natal de Ponta Grossa como uma experiência que una beleza, funcionalidade e participação popular.

    Para os próximos Natais

    Fica o desejo de que, nos próximos anos, o planejamento da decoração natalina envolva:

    • mais luz, mais leveza e menos peso visual;
    • soluções que não sacrifiquem tantas vagas de estacionamento;
    • diálogo com comerciantes, moradores e entidades de mobilidade urbana;
    • descentralização dos enfeites, levando o espírito de Natal também aos bairros.

    Ponta Grossa é, sim, uma cidade linda. E justamente por amar essa cidade, é nosso dever apontar o que pode melhorar. Porque a verdadeira “Feliz Cidade” não é a que só fica bonita na foto, mas a que consegue conciliar arte, respeito ao espaço público e qualidade de vida para quem mora aqui.

    Este texto é uma reflexão independente, feita a partir da imagem e das manifestações públicas sobre a decoração de Natal no Centro de Ponta Grossa.


    Sobre o autor

    Samuel Sleiman Mouchaileh Neto é Administrador Social, líder comunitário, escritor e articulador de políticas públicas em Ponta Grossa. Fundador de projetos sociais e culturais, atua na defesa da qualidade de vida nos bairros e no fortalecimento de ações comunitárias. Autor do livro Liderança Comunitária Descomplicada, colunista do Blog do Muka e ativista por políticas públicas eficientes, humanas e descentralizadas.

  • Post sem título 1532

    O Brasil que Perdemos — e o Brasil que Podemos Reconstruir

    Por Samuel Sleiman Mouchaileh Neto

    Comparação entre a bandeira da República e a bandeira do Império do Brasil, representando o debate entre presidencialismo e Monarquia Parlamentarista Constitucional.
    República x Monarquia: uma reflexão sobre o sistema político que molda o futuro do Brasil.

    Não há o que comemorar quando observamos que o Brasil trilhou um caminho distante daquele que poderia ter seguido. A ruptura de 1889 não apenas encerrou um ciclo; ela interrompeu um futuro. Um futuro de estabilidade, continuidade institucional, desenvolvimento e equilíbrio entre os poderes. Um futuro sacrificado por interesses particulares, por articulações de bastidores e por um golpe que ignorou o povo, a nação e as próximas gerações.

    E até hoje, mais de um século depois, ainda colhemos os frutos amargos dessa decisão.

    A Ruptura de 1889: Quando o Brasil Perdeu Seu Eixo

    A Proclamação da República foi vendida como avanço, mas instaurou de forma abrupta um modelo político sem identidade institucional. Deixamos um regime estável, com décadas de paz interna, para um experimento marcado por:

    • sucessivos golpes;
    • fechamento de Congresso;
    • estados de sítio;
    • populismo personalista;
    • hiperconcentração de poder no Executivo.

    Desde então, o país busca um equilíbrio que nunca reencontrou.

    A Monarquia Constitucional: Um Modelo que Entregava Estabilidade

    A Monarquia Parlamentarista Constitucional adotada pelo Brasil Imperial não era absolutista. Era moderna, flexível e alinhada ao que hoje vemos nas nações mais desenvolvidas do mundo.

    O que esse sistema oferecia?

    Estabilidade

    Trocas de governo sem rupturas ou crises institucionais.

    Equilíbrio entre os Poderes

    O Imperador não governava; ele moderava, garantindo neutralidade e estabilidade.

    Continuidade de Projetos

    O Brasil tinha direção e planejamento de longo prazo.

    Desenvolvimento Real

    Na época, o Brasil liderava indicadores econômicos e sociais na América Latina.

    Não é nostalgia. É reconhecer que a estrutura institucional funcionava.

    A República: Um Século de Instabilidade

    Com o presidencialismo, o Brasil entrou em um ciclo permanente de disputas de poder: renúncias, impedimentos, rupturas, polarização e judicialização excessiva da política.

    O resultado tem sido:

    • Estados fracos;
    • falta de poder moderador;
    • crises políticas recorrentes;
    • mudanças bruscas de direção a cada governo;
    • instabilidade econômica e institucional.

    Um país que muda de rumo a cada quatro anos não constrói futuro — apenas gerencia crises.

    O Caminho de Volta Não É Sobre o Passado — É Sobre o Futuro

    Discutir a Monarquia Parlamentarista Constitucional não é idealizar o passado. É buscar um modelo que ofereça o que o Brasil mais precisa hoje: equilíbrio, estabilidade e maturidade institucional.

    Um sistema parlamentarista com Chefe de Estado neutro e Chefe de Governo substituível sem rupturas pode devolver ao país:

    • segurança jurídica;
    • continuidade de projetos;
    • ordem institucional;
    • justiça social;
    • desenvolvimento de longo prazo.

    Enquanto Isso, Nosso Papel Permanece o Mesmo

    Até que o país reencontre seu eixo institucional, cabe a nós manter viva:

    • a fé;
    • a esperança;
    • a responsabilidade individual;
    • o trabalho comunitário;
    • o compromisso com o bem comum.

    A transformação do Brasil começa em cada rua, cada bairro e cada comunidade.

    Conclusão: O Brasil de Verdade Ainda É Possível

    Não há o que comemorar quando lembramos o futuro que perdemos. Mas há muito o que construir quando enxergamos o futuro que ainda podemos recuperar.

    Quando o Brasil reencontrar seu equilíbrio institucional — seja pela modernização do sistema político ou por um novo modelo parlamentarista — retomaremos o caminho da ordem, da justiça e da prosperidade.

    Até lá, seguimos firmes: com fé, esperança e propósito.

  • Como calcular o 13º salário: guia simples para entender o seu direito






    Como calcular o 13º salário | Blog do Muka








    Utilidade Pública

    Como calcular o 13º salário

    Guia direto ao ponto para saber quanto você vai receber, quando cai e o que desconta.

    O 13º salário (gratificação natalina) é um direito garantido a trabalhadores e aposentados. Abaixo você encontra o passo a passo, exemplos e um simulador interativo para descobrir o valor líquido do seu 13º.

    📅 Quando é pago?

    • 1ª parcela: até 30 de novembro (ou adiantada nas férias, se solicitado).
    • 2ª parcela: até 20 de dezembro (com descontos de INSS e, se devido, IRPF).

    Regra dos 15 dias: o mês só conta para o 13º se você trabalhou mais de 15 dias nele.

    🧮 Cálculo em 2 passos

    1. Divida o salário-base por 12.
    2. Multiplique pelo número de meses computados no ano.
    Fórmula: 13º = (Salário ÷ 12) × Meses válidos

    📘 Exemplos práticos

    1) Ano completo

    Salário: R$ 3.000 • Meses válidos: 12
    13º = 3000 ÷ 12 × 12 = R$ 3.000

    2) Entrada no meio do ano

    Salário: R$ 3.000 • Meses válidos: 8
    13º = 3000 ÷ 12 × 8 = R$ 2.000

    3) Jornada parcial

    Se você recebe R$ 1.600 (30h/semana) e trabalhou 10 meses válidos:

    13º = 1600 ÷ 12 × 10 = R$ 1.333,33

    4) Parcelas

    Parcela Base O que acontece
    ~50% do 13º É adiantamento, sem descontos.
    Diferença até 100% Aplica INSS e possível IRPF.

    🧮 Simulador do 13º (2025)

    Considera tabela do INSS 2025 (progressiva) e do IRPF 2025 (vigente desde mai/2025) com opção de dedução simplificada (R$ 607,20) ou legais (INSS + dependentes + pensão).






    Lembrete: um mês só entra na conta se você trabalhou mais de 15 dias. Ajuste “Meses válidos”.

    ❓ FAQ — Perguntas rápidas

    Fiquei afastado pelo INSS. Conta para o 13º?

    Períodos de auxílio-doença contam de forma distinta: a empresa paga a parte proporcional ao que trabalhou e o INSS complementa nos casos previstos. Verifique seu extrato e comunique o RH.

    Recebo comissões. Como calcular?

    Para salário variável, usa-se a média das verbas variáveis no período de referência (ex.: média dos últimos meses). Confira a política interna e o acordo coletivo.

    Fui demitido(a). Tenho direito proporcional?

    Sim, exceto por justa causa. Na rescisão, o 13º proporcional é calculado pelos meses válidos do ano.

    Posso antecipar junto com as férias?

    Sim. Solicite ao RH conforme prazos internos (geralmente 30 dias antes das férias).

    ⚖️ Base legal

    Lei nº 4.090/1962 (institui a gratificação de Natal) e Decreto nº 57.155/1965 (regulamentação). Convenções e acordos coletivos podem detalhar procedimentos específicos.

    décimo terceiro
    direito trabalhista
    cálculo do 13º
    INSS
    IRPF

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  • Câmara dos Deputados debate política nacional de atendimento às pessoas com fibromialgia

    Painel de audiência pública na Câmara dos Deputados sobre fibromialgia
    Audiência pública discutirá a implementação da Política Nacional de Atendimento às Pessoas com Fibromialgia.

    A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados realizará na próxima terça-feira (11), às 17h, uma audiência pública para discutir a implementação da Lei nº 15.176/2025, que institui a Política Nacional de Atendimento às Pessoas com Fibromialgia.

    O debate foi solicitado pelos deputados Dr. Jaziel (PL-CE) e Paulo Folletto (PSB-ES) e acontecerá no Plenário 7, em Brasília. A iniciativa busca garantir que a nova legislação seja aplicada de forma integrada entre União, estados e municípios, beneficiando milhões de brasileiros que convivem com a condição.

    Por que isso importa

    A fibromialgia é uma condição crônica e incapacitante, caracterizada por dores generalizadas, fadiga e hipersensibilidade, afetando a qualidade de vida e a capacidade de trabalho de quem convive com o diagnóstico.

    Pontos centrais em discussão

    • Acesso ao diagnóstico no SUS e encaminhamento ágil;
    • Tratamento multidisciplinar contínuo e baseado em evidências;
    • Fornecimento de medicamentos e protocolos clínicos;
    • Reabilitação e reinserção social com apoio psicossocial;
    • Capacitação de profissionais de saúde e criação de centros de referência;
    • Articulação entre União, estados e municípios para efetividade da lei.
    Vista interna da Câmara dos Deputados durante sessão
    Plenário 7 sediará o debate às 17h do dia 11/11.

    Serviço

    • O quê: Audiência pública sobre a Política Nacional de Atendimento às Pessoas com Fibromialgia
    • Quando:
    • Onde: Plenário 7 – Câmara dos Deputados (Brasília)
    • Transmissão: Portal da Câmara dos Deputados
    • Proponentes: Dep. Dr. Jaziel (PL-CE) e Dep. Paulo Folletto (PSB-ES)

    Fonte e reprodução

    Conteúdo baseado em informações da Agência Câmara Notícias. A reprodução é autorizada desde que citada a assinatura “Agência Câmara Notícias”.

    Tags: fibromialgia, saúde, políticas públicas, Comissão de Saúde, Câmara dos Deputados

  • CNH Social no Paraná: lei 22.763/2025 é sancionada; veja quem tem direito e quando começa

    CNH Social no Paraná: lei 22.763/2025 é sancionada; veja quem tem direito e quando começa

    Por Redação Blog do Muka • Publicado em • Atualizado há 6 horas Utilidade Pública Trânsito
    Imagem de apoio sobre CNH Social no Paraná
    CNH SocialDetran-PRParaná EmpregoTransporteLei 22.763/2025

    O governador Carlos Massa Ratinho Junior sancionou nesta terça-feira, 4 de novembro de 2025, a lei 22.763/2025, que cria o programa CNH Social no Paraná. A iniciativa, coordenada pelo Detran-PR, garante gratuidade na formação e na obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), além de inclusão ou mudança de categoria para pessoas em situação de vulnerabilidade.

    O que é o CNH Social

    O programa busca reduzir desigualdades e ampliar oportunidades de trabalho ao custear a 1ª habilitação e a mudança de categoria para motoristas de baixa renda. A gestão e a regulamentação ficam a cargo do Detran-PR, que definirá diretrizes, credenciará Centros de Formação de Condutores (CFCs) e publicará editais com as vagas.

    Modalidades do programa

    As quatro trilhas de atendimento previstas na lei 22.763/2025
    ModalidadePara quemDetalhes
    HabilitaQuem busca a primeira CNHCategorias A (moto) e B (carro).
    ProfissionalizaCondutores já habilitadosAdição de C, D ou E, com cursos especializados (escolar, emergência e outros).
    CNH nas EscolasAlunos/egressos da rede estadualReserva 10% das vagas de 1ª habilitação para quem cursou todo o ensino médio na rede pública estadual.
    Mais Mulheres na DireçãoMulheresReserva 10% das vagas para 1ª habilitação e pelo menos 50% das vagas para mudança para C/D/E.
    Cotas e inclusão: 5% das vagas são destinadas a pessoas com deficiência (PCD).

    Quem pode participar (critérios)

    • Renda familiar de até 3 salários mínimos;
    • Residência no Paraná há pelo menos 12 meses e no município onde o benefício será concedido;
    • Inscrição no CadÚnico (Cadastro Único federal);
    • Não possuir restrição do direito de dirigir (CNH suspensa/cassada).

    O que o programa cobre

    O CNH Social isenta todas as taxas ligadas ao processo de habilitação: exames médicos e psicológicos, cursos teórico-práticos, provas e demais procedimentos. A inclusão do EAR (Exercício de Atividade Remunerada) também é gratuita. O investimento anual previsto é de R$ 2,8 milhões, custeado pelo Detran-PR.

    Previsão de cronograma

    • 04/11/2025: sanção da lei 22.763/2025;
    • Regulamentação: feita pelo Detran-PR (diretrizes e credenciamento dos CFCs);
    • Primeiro edital: previsão ainda em 2025, com 5 mil vagas iniciais;
    • Início das aulas: estimado para 2026.

    Como participar

    Atenção: a seleção ocorrerá via edital do Detran-PR. Enquanto o edital não sai, mantenha seu CadÚnico atualizado e documentação pessoal em dia.
    1. Aguarde a publicação do edital no site do Detran-PR;
    2. Leia os critérios e documentos exigidos (comprovantes de renda, residência, CadÚnico etc.);
    3. Inscreva-se na modalidade adequada (Habilita, Profissionaliza, CNH nas Escolas, Mais Mulheres);
    4. Acompanhe resultados, prazos para matrícula e início das aulas no CFC credenciado.