Tag: Política

  • A corrida eleitoral de 2026 entra em uma fase decisiva a partir da próxima segunda-feira, 20 de julho

    A corrida eleitoral de 2026 entra em uma fase decisiva a partir da próxima segunda-feira, 20 de julho

    Começa o período das convenções partidárias, encontros nos quais os partidos definem oficialmente seus candidatos, alianças e estratégias para a disputa de outubro.

    As convenções poderão ser realizadas até o dia 5 de agosto. É nesse período que os nomes apresentados até agora como pré-candidatos precisam receber a aprovação oficial de suas legendas.

    É hora de colocar os nomes na mesa

    As convenções partidárias funcionam como assembleias deliberativas. Nelas, dirigentes, delegados e demais integrantes autorizados pelas regras internas de cada partido decidem quem representará a legenda nas eleições.

    Além da escolha dos candidatos, os encontros também são utilizados para definir a composição das chapas, formalizar alianças permitidas pela legislação e organizar a estratégia partidária para a campanha.

    Até a realização da convenção, os interessados em disputar a eleição são considerados apenas pré-candidatos.

    É a partir da convenção que os partidos começam a transformar articulações políticas em decisões oficiais.

    Escolha do partido não garante candidatura

    Ser aprovado em uma convenção partidária é uma etapa indispensável, mas não significa que a candidatura já esteja garantida.

    Depois do encontro, o partido deve elaborar a ata da convenção e apresentar o pedido de registro à Justiça Eleitoral. O nome escolhido somente poderá concorrer após a análise e o deferimento desse registro.

    Na prática, a convenção representa a decisão política da legenda. Já o registro é o controle jurídico realizado pela Justiça Eleitoral.

    O que pode impedir um candidato de concorrer?

    Mesmo depois de escolhido pelo partido, o registro de uma candidatura poderá ser negado por diferentes motivos, entre eles:

    • ausência de alguma condição de elegibilidade;
    • existência de causa de inelegibilidade;
    • irregularidades na documentação apresentada;
    • impugnação feita pelo Ministério Público, por partidos ou adversários;
    • cancelamento ou substituição nas hipóteses previstas em lei.

    Somente após a decisão da Justiça Eleitoral o candidato estará efetivamente autorizado a participar da disputa.

    Acordos geralmente são definidos nos bastidores

    Apesar de a convenção ser o momento oficial da escolha, muitos partidos chegam ao encontro com seus principais nomes e alianças previamente acertados.

    Durante a pré-campanha, lideranças partidárias negociam espaços, constroem chapas e tentam administrar divergências internas. Por isso, em muitos casos, a convenção funciona como uma homologação pública de decisões tomadas anteriormente.

    Isso não impede, porém, que ocorram disputas internas, desistências ou mudanças de última hora.

    Quem pode participar das convenções?

    Não existe um modelo único. A composição da convenção depende do estatuto e das normas internas de cada partido.

    Normalmente, podem participar e votar:

    • integrantes dos diretórios partidários;
    • delegados escolhidos pela legenda;
    • parlamentares filiados;
    • membros de comissões partidárias;
    • outros convencionais previstos no estatuto do partido.

    Cidadãos comuns podem acompanhar as convenções quando os encontros forem abertos ao público, mas não possuem direito de voto, salvo quando integram formalmente o colégio de convencionais da legenda.

    Disputa começa a ganhar nomes oficiais

    Com o início das convenções, as especulações começam a dar lugar às definições. Os próximos dias deverão ser marcados por anúncios, alianças, desistências, mudanças de chapa e possíveis surpresas nos bastidores.

    A campanha eleitoral ainda depende das etapas previstas no calendário oficial, mas a disputa pelos espaços nas urnas já entra em seu momento mais intenso.

    Agora, os partidos terão que mostrar quem realmente está no jogo.


  • Nosso voto é um recado: menos distração, mais resultado

    Nosso voto é um recado: menos distração, mais resultado

    Blog do Muka • Opinião 28/12/2025 Política • Voto • Consciência

    Meu voto é um recado: menos distração, mais resultado

    Em ano pré-eleitoral, muita gente quer te empurrar emoção. Eu prefiro responsabilidade, coerência e prioridade: o que muda a vida do povo de verdade.

    Arte crítica sobre inauguração e apropriação política
    Política é coisa séria — e o voto também • Blog do Muka

    Tem hora que o Brasil parece um grande palco: muita fala, muita pose, muito “corta-fita”… e pouco compromisso com o essencial. E é justamente por isso que eu escrevo este texto: porque voto não é torcida. Voto é ferramenta.

    Meu critério é simples: eu observo quem entrega, quem respeita o dinheiro público, quem enfrenta os problemas reais e quem não tenta me tratar como plateia.

    1) O voto que eu defendo: consciente e sem “histeria seletiva”

    A política vive tentando escolher por você o que deve te indignar. Um dia é slogan, outro dia é polêmica fabricada, outro dia é “escândalo do momento”. Só que enquanto isso, tem tema que não pode virar ruído: saúde, segurança, inflação, emprego, educação, infraestrutura e transparência.

    Eu não compro distração como se fosse prioridade. Minha prioridade é vida real: a fila, o posto, o remédio, a rua, a escola, o trabalho.

    2) Política não é “meme”: é consequência

    Quem acha que voto é só opinião do dia, esquece de uma coisa: governo é decisão que chega na ponta. E quando chega, chega com boleto: no imposto, no preço do mercado, na tarifa, no atendimento, no serviço.

    Checklist do meu voto (sem romantismo)

    • Entrega: o que foi feito, comprovável e útil?
    • Coerência: o discurso bate com a prática?
    • Transparência: presta contas ou se esconde atrás de marketing?
    • Prioridade: resolve o essencial ou vive de polêmica?
    • Respeito: trata o povo como cidadão ou como torcida?

    3) O que eu não aceito mais: apropriação, atalho e propaganda

    Eu não aceito “sequestrar mérito” nem vender evento como se fosse obra. Obra pública tem dono: a população. E tem obrigação: ser entregue com verdade, clareza e responsabilidade.

    Se uma narrativa precisa forçar a barra, atacar a inteligência do povo ou esconder contexto, então não é informação: é propaganda.


    Meu recado final

    Eu não quero um país guiado por “viral do dia”. Eu quero um país guiado por resultado, verdade e coragem para encarar o que importa. E eu vou votar — e falar de voto — com esse compromisso.

    Convite ao leitor: antes de escolher, compare fatos, leia fontes diferentes, desconfie de recortes e pergunte: isso melhora a vida do povo?

    Nota: este é um texto opinativo. A intenção é incentivar reflexão e voto consciente, com respeito a divergências.

    Publicado por Blog do Muka • Opinião, utilidade pública e análise com linguagem acessível.

    Sobre o autor blogdomuka.com.br
    Samuel Sleiman Mouchaileh Neto - Blog do Muka

    Samuel Sleiman Mouchaileh Neto (Muka)

    Administrador Social e Líder Comunitário em Ponta Grossa (PR). Atua com comunicação pública, projetos sociais e análise de temas locais e nacionais, com foco em transparência, gestão pública, direitos sociais e cidadania.

    Gestão Pública Previdência & Direitos Sociais Projetos Sociais

    “Informação que constrói consciência.”

  • Lula foi julgado na 1ª instância; Bolsonaro responde no STF: entenda a diferença

    Lula foi julgado na 1ª instância; Bolsonaro responde no STF: entenda a diferença

    Lula foi julgado na 1ª instância; Bolsonaro responde no STF — Blog do Muka

    Política • Justiça | Atualizado em: 10 de setembro de 2025

    Lula foi julgado na 1ª instância; Bolsonaro responde no STF: entenda a diferença

    Montagem com Lula e Bolsonaro, representando a diferença de julgamento entre 1ª instância e STF
    Montagem com Lula e Bolsonaro: diferença de competência judicial entre 1ª instância e STF.

    A forma como o Judiciário brasileiro lida com ex-presidentes voltou ao centro do debate. Enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi processado e condenado em primeira instância durante a Operação Lava Jato, Jair Bolsonaro (PL) responde a ações penais diretamente no Supremo Tribunal Federal (STF). Mas afinal, por que essa diferença?

    O caso Lula: julgamento na 1ª instância

    Quando foi alvo da Operação Lava Jato, Lula já havia deixado a Presidência. Nesse contexto, ele não tinha mais direito ao chamado foro por prerrogativa de função — o foro especial que garante a chefes de Poder julgamento em tribunais superiores. Assim, os processos contra o petista tramitaram na Justiça Federal de Curitiba, sob comando do então juiz Sérgio Moro. Foi apenas depois das condenações que os recursos chegaram a instâncias superiores.

    O caso Bolsonaro: processos no STF

    Já Bolsonaro, mesmo após deixar o cargo, continua sendo julgado diretamente pelo STF. Em grande parte, isso ocorre porque muitas das investigações começaram enquanto ele ainda estava no exercício da Presidência e dizem respeito a atos praticados no mandato. Nesses casos, o Supremo tem entendido que deve manter a competência para assegurar a continuidade das apurações e evitar fragmentação processual.

    Entre os inquéritos e ações que correm no Supremo estão apurações relacionadas a suposta organização de atos antidemocráticos, tentativas de alteração do resultado eleitoral e a propagação de notícias falsas.

    Quem julga ex-presidentes?

    A Constituição Federal estabelece regras claras:

    • Durante o mandato: o presidente só pode ser processado por crimes comuns no STF e por crimes de responsabilidade no Senado Federal (após autorização da Câmara dos Deputados).
    • Após o mandato: em regra, perde o foro privilegiado e passa a responder perante a Justiça de 1ª instância.
    • Exceção: quando os fatos têm ligação direta com o exercício da Presidência e já estavam sob análise do STF, o tribunal pode manter a competência do processo.

    Dois pesos e duas medidas?

    A interpretação sobre competência e conexão de processos é tema de intenso debate jurídico. Para críticos, diferenças como as observadas entre os casos de Lula e Bolsonaro passam a sensação de tratamento desigual. Por outro lado, defensores do entendimento atual afirmam que manter processos no STF quando há conexão com atos do exercício do cargo evita manobras protelatórias e preserva a integridade das investigações.

    Em resumo: Lula foi julgado como cidadão comum, na 1ª instância; Bolsonaro permanece sob análise do STF porque muitas das investigações se iniciaram enquanto ele estava no exercício da Presidência e há conexão com atos do mandato.

    Lula Bolsonaro STF Lava Jato Foro privilegiado Política

    Autor: Blog do Muka — Edição: equipe editorial

    Fonte: reportagem e análise jurídica. Para leitura adicional, consulte matérias especializadas e decisões do STF.

    Samuel Sleiman Mouchaileh Neto — Administrador Social, Líder Comunitário em Ponta Grossa-PR, Bacharelando em Direito e com MBA em Gestão Pública. Autor do livro Liderança Comunitária Descomplicada.

  • O Brasil entre dois polos: até quando?

    Lula e Bolsonaro frente a frente, simbolizando a polarização política no Brasil
    Lula e Bolsonaro representam a polarização política no Brasil

    Começarei destacando sobre dezenas, até mesmo, centenas de vídeos destacando uma situação comum no debate político atual: quando alguém se manifesta contra Lula, logo é rotulado como bolsonarista. E, quando alguém critica Bolsonaro, imediatamente é acusado de ser lulista. Essa lógica simplista mostra como o país ficou preso em uma dicotomia que impede diálogos mais profundos e maduros.

    Dois lados em confronto

    De um lado, Jair Bolsonaro, que governou o Brasil entre 2019 e 2022. Do outro, Luiz Inácio Lula da Silva, atual presidente, que voltou ao poder depois de doze anos.

    Bolsonaro se apresenta como vítima de perseguição judicial e defende que sua gestão foi marcada por avanços econômicos, redução de impostos e defesa da família. Lula, por sua vez, sustenta que recebeu um país quebrado e que a prioridade do seu governo é reconstruir políticas sociais, combater a fome e fortalecer programas de transferência de renda.

    São visões de mundo distintas e, muitas vezes, incompatíveis. Bolsonaro fala em valores conservadores e liberdade econômica. Lula, em justiça social e fortalecimento do Estado. Essa disputa, como mostra o vídeo, continua a dividir o Brasil — seja nas redes sociais, nas ruas ou no Congresso.

    Minha posição

    Eu não nego a importância de Lula ou Bolsonaro na história política recente, mas também não aceito que o futuro do nosso país seja refém eterno dessa polarização. Enquanto dois lados se atacam, quem paga a conta é o povo. A vida real das comunidades não se resume a discursos ideológicos, mas às dificuldades de quem precisa de escola, saúde, segurança e oportunidades.

    Não me identifico com uma política que vive do confronto permanente, que mais separa do que une. Meu compromisso é com uma política feita de baixo para cima, nas comunidades, nos bairros, onde os problemas são reais e urgentes.

    Um convite à união

    Se você também está cansado dessa guerra sem fim entre dois polos; se acredita que é possível construir um caminho alternativo, voltado para soluções práticas e respeito às pessoas; se entende que a política precisa nascer da comunidade e não apenas de palanques — este é um convite.

    Vamos nos unir. Vamos mostrar que há mais vozes além de Lula e Bolsonaro. Que existe uma política feita com seriedade, com escuta e com compromisso real com a população. Porque, enquanto eles disputam palco, nós estamos no chão da comunidade, transformando a realidade.


    Foto de Samuel Sleiman Mouchaileh Neto, administrador social e líder comunitário

    Samuel Sleiman Mouchaileh Neto é Administrador Social, Líder Comunitário e especialista em Gestão Pública e em Gestão Estratégica de Pessoas e Inovação. Fundador e presidente do Instituto União Colônia Dona Luiza (IUCDL), atua na promoção de projetos sociais, culturais e esportivos em Ponta Grossa, sempre com foco na inclusão, na solidariedade e no desenvolvimento local. Estudante de Direito e gestor público, é comprometido com a transparência e a transformação da comunidade.

  • Qual o sentido da Política?

    A política pode ser entendida como o conjunto de atividades associadas à governança de um país ou outra área, especialmente o debate entre partidos com poder para governar. Ela envolve a tomada de decisões que são aplicadas a todos os membros de uma comunidade e inclui a elaboração de leis, a administração de serviços públicos e a condução de relações com outras entidades políticas (como outros países ou organizações internacionais).

    O sentido da política está, portanto, em:

    1. Organizar a sociedade:

    Criar um conjunto de regras e estruturas que permitem a convivência pacífica e produtiva entre as pessoas.


    2. Tomada de decisões coletivas:

    Decidir como os recursos limitados (como dinheiro, recursos naturais) são distribuídos e como os problemas comuns são solucionados.


    3. Representação:

    Assegurar que diferentes grupos e opiniões dentro de uma sociedade sejam ouvidos e considerados no processo de tomada de decisão.


    4. Proteção e promoção do bem-estar social:

    Criar e manter serviços públicos e sistemas de apoio para a saúde, educação, segurança, e bem-estar da população.

    Em resumo, a política é essencial para a organização e funcionamento de qualquer comunidade, desde pequenos grupos até nações inteiras.

    Por @samuelsleiman 17 de janeiro de 2024 às 06:59

    #PelaQualidadeDeVidaNosBairros