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  • TRE suspende pesquisa, pré-candidatos se movimentam e o jogo de 2026 já começa nos bastidores do Paraná

    TRE suspende pesquisa, pré-candidatos se movimentam e o jogo de 2026 já começa nos bastidores do Paraná

    Ratinho Junior, nome central no xadrez sucessório do Paraná

    Blog do Muka | Política do Paraná

    A suspensão de um levantamento eleitoral reacendeu o debate sobre metodologia, isonomia e influência política, ao mesmo tempo em que expôs o avanço das articulações para o Governo do Estado e para o Senado.

    Por Redação Blog do Muka
    Análise política com foco em gestão pública, governança e cenário pré-eleitoral no Paraná

    A decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná de suspender a divulgação de uma pesquisa eleitoral contratada pelo PL recolocou no centro do debate um tema fundamental para a democracia: a credibilidade dos levantamentos de opinião. Mais do que uma disputa jurídica, o episódio revela que a corrida de 2026 já está em curso — não apenas nas ruas, mas também nos tribunais, nas estratégias partidárias e na construção de narrativas.

    A controvérsia gira em torno da forma como alguns nomes foram apresentados no questionário. Segundo a decisão noticiada, determinados pré-candidatos apareciam associados a padrinhos políticos de forte apelo eleitoral, enquanto outros não recebiam o mesmo tratamento. Em outro ponto sensível, o senador Sergio Moro surgia em todos os cenários simulados de segundo turno, o que levantou questionamentos sobre possível desequilíbrio na exposição dos concorrentes.

    O que está em jogo além da pesquisa?

    Quando uma pesquisa é judicializada, a discussão deixa de ser apenas estatística. Ela passa a envolver isonomia eleitoral, transparência metodológica, influência sobre a opinião pública e integridade do processo democrático. Em linguagem simples: não se discute só quem está na frente, mas como a pergunta foi feita e que efeito isso produz no eleitor.

    Senador Sergio Moro
    Sergio Moro aparece como um dos nomes mais fortes no tabuleiro do Governo do Paraná.

    Quem são os nomes mais falados para o Governo do Paraná?

    No campo do governo estadual, o nome mais citado no início de 2026 é o do senador Sergio Moro, que aparece com protagonismo nas movimentações políticas e em levantamentos recentes. Mas a situação está longe de ser simples. Apesar da força eleitoral, a viabilidade partidária de sua candidatura ainda depende de arranjos internos e da composição entre União Brasil e Progressistas.

    Do lado governista, o grupo do governador Ratinho Junior continua sendo peça central da sucessão. Embora o PSD ainda trabalhe com cautela, três nomes são recorrentemente apontados como alternativas para representar a continuidade do projeto estadual: Guto Silva, Alexandre Curi e Rafael Greca. Cada um reúne atributos diferentes — capilaridade institucional, experiência política ou recall administrativo.

    Na oposição, Requião Filho também se mantém no radar como pré-candidato e tenta consolidar um campo alternativo com discurso crítico ao grupo governista e ao avanço de Moro. Em paralelo, Paulo Martins corre por fora e busca espaço em um cenário ainda marcado por indefinições.

    Sergio Moro

    Sergio Moro

    Nome de maior tração no debate inicial sobre o Governo do Paraná, mas ainda cercado por negociações partidárias decisivas.

    Requião Filho

    Requião Filho

    Busca ocupar o campo oposicionista e aparece como um dos nomes mais lembrados nos cenários alternativos ao bloco governista.

    Ratinho Junior

    Ratinho Junior

    Mesmo sem ser o candidato da sucessão estadual até aqui, segue como principal fiador do bloco governista e ator central na escolha do sucessor.

    E no Senado, quem já se movimenta?

    A disputa pelo Senado também começou a ganhar contornos mais nítidos. Entre os nomes com maior circulação política estão Gleisi Hoffmann, Filipe Barros, Álvaro Dias e Cristina Graeml, além de outros atores que ainda avaliam o melhor posicionamento dentro das chapas majoritárias.

    Gleisi entra no xadrez como nome estratégico para fortalecer o palanque de Lula no Paraná. Filipe Barros tenta ocupar o espaço da direita bolsonarista. Álvaro Dias reaparece como figura experiente, com peso histórico e forte lembrança do eleitorado. Já Cristina Graeml depende diretamente da configuração do campo ligado a Moro e das definições da federação partidária.

    Na prática, isso significa que a eleição de 2026 no Paraná não será apenas uma disputa de nomes, mas uma batalha entre campos políticos, alianças nacionais e capacidade de montagem de chapa.

    Gleisi Hoffmann
    Gleisi Hoffmann é um dos nomes mais citados na articulação para o Senado em 2026.

    O que isso ensina sob a ótica da gestão pública?

    Na gestão pública, o debate sobre pesquisas eleitorais não é periférico. Ele toca em princípios essenciais como transparência, impessoalidade, equilíbrio institucional e confiança pública. Uma democracia saudável exige que a informação chegue ao cidadão com critérios técnicos claros e sem indução.

    Quando a Justiça intervém para suspender a divulgação de uma pesquisa, o recado institucional é forte: método importa. Não basta publicar números. É preciso garantir que o desenho do questionário, a construção dos cenários e a exposição dos nomes respeitem parâmetros mínimos de neutralidade.

    Também há um segundo recado, menos jurídico e mais político: os grupos já estão em movimento. Com calendário eleitoral avançando, pré-candidatos precisam observar prazos de desincompatibilização e construir viabilidade real dentro de seus partidos e federações. Ou seja, a campanha pode ainda não ter começado oficialmente, mas o planejamento dela já está em marcha.

    Resumo do cenário hoje

    • O TRE-PR suspendeu a divulgação de uma pesquisa por questionamentos sobre isonomia e neutralidade.
    • Sergio Moro segue como nome de maior protagonismo no debate do governo.
    • Ratinho Junior continua como o principal articulador do campo governista.
    • Guto Silva, Alexandre Curi e Rafael Greca seguem no radar da sucessão.
    • Requião Filho tenta consolidar o campo de oposição no governo.
    • No Senado, Gleisi Hoffmann, Filipe Barros, Álvaro Dias e Cristina Graeml aparecem entre os nomes mais observados.
    • O cenário ainda é pré-eleitoral, sujeito a mudanças rápidas, alianças e reacomodações partidárias.

    Conclusão da Redação

    A suspensão da pesquisa não encerra o debate. Ao contrário: ela amplia a atenção sobre a disputa de 2026 e mostra que, no Paraná, a sucessão estadual já entrou em fase de tensão estratégica. O eleitor, por sua vez, precisa observar menos o barulho das manchetes e mais a qualidade da informação, a consistência das alianças e a capacidade real de cada nome para governar.

    No fim das contas, o jogo eleitoral não se resume a quem aparece melhor em uma fotografia momentânea. Ele depende de estrutura partidária, tempo, narrativa, credibilidade e capacidade de dialogar com um Paraná que cobra resultado, estabilidade e gestão.

    Blog do Muka

    Conteúdo independente com olhar crítico sobre política, gestão pública, comunidade e os bastidores do Paraná.

  • Deputado Marcelo Rangel firma acordo com MP e evita investigação sobre uso de assessores na campanha de 2024

    Deputado Marcelo Rangel firma acordo com MP e evita investigação sobre uso de assessores na campanha de 2024

    Deputado Marcelo Rangel

    O deputado estadual Marcelo Rangel (PSD) firmou um Acordo de Não Persecução Cível (ANPC) com o Ministério Público do Paraná (MPPR), que suspendeu o inquérito que apurava o possível desvio de função de três assessores parlamentares lotados em seu gabinete desde junho de 2024. Segundo o MP, servidores pagos pela Assembleia teriam atuado na campanha eleitoral de Rangel à Prefeitura de Ponta Grossa.

    O acordo, assinado em 14 de agosto de 2025, ainda depende de homologação judicial. Pelos termos, Rangel se compromete a pagar R$ 75.439,75, sendo R$ 50.239,37 de ressarcimento ao erário e o restante como multa civil destinada ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos.

    O pagamento pode ser parcelado em até 12 vezes, iniciando 30 dias após a ciência da homologação. Os comprovantes deverão ser anexados mensalmente ao processo.

    O acordo foi firmado pela promotora Maria Natalina Nogueira de Magalhães Santarosa e pelo advogado Cássio Prudente Vieira Leite. O documento ressalta que a assinatura não configura confissão de ilícito.

    O contexto político

    Marcelo Rangel está em seu terceiro mandato como deputado estadual, é vice-líder do governo Ratinho Junior e ex-secretário de Inovação do Paraná. Foi também prefeito de Ponta Grossa por dois mandatos. Na eleição de 2024, terminou em terceiro lugar, atrás de Mabel Canto e Elizabeth Schmidt.

    Traiano, Plauto e a sequência de acordos

    Este caso não é isolado. Em 2024, vieram à tona os acordos firmados entre o MPPR e os deputados Ademar Traiano e Plauto Miró, envolvendo o contrato de transmissão da Assembleia pela TV Icaraí. Ambos celebraram ANPP e ANPC após admitirem cobrança de propina relacionada ao contrato.

    O nome de Plauto também já apareceu em delações colhidas na Operação Quadro Negro, investigação de desvios milionários em obras de escolas do Paraná.

    Opinião do Blog do Muka

    No Blog do Muka, a gente sempre olha para os fatos com responsabilidade, mas também com coração. E a verdade é que essa notícia entristece. Muita gente acompanhou a trajetória de Rangel, viu avanços, projetos, ideias — e esperava responsabilidade à altura dessa história.

    O instrumento jurídico é legal. O problema é a sensação política: mais uma situação envolvendo agentes públicos termina em parcelas, acordo, silêncio, e a sociedade sem respostas completas.

    Quando é o cidadão comum que erra, dificilmente existe “acordo”. Quando é alguém no topo da estrutura política, parece que sempre existe.

    O Blog do Muka segue aberto para ouvir o deputado ou sua defesa. Transparência é o mínimo que a população espera.


    Samuel Sleiman Mouchaileh Neto

    Sobre o autor

    Samuel Sleiman Mouchaileh Neto é administrador social, líder comunitário e autor do livro Liderança Comunitária Descomplicada. Atua em projetos sociais, defesa da qualidade de vida nos bairros e iniciativas de controle social em Ponta Grossa–PR.

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