
Funcionários técnicos das escolas também são profissionais da Educação
Para uma escola funcionar, é necessária a contribuição de trabalhadores de diversas funções; todos são considerados profissionais da Educação
Todos os profissionais que atuam em escolas e instituições de ensino são considerados profissionais da Educação. Para que o processo de ensino-aprendizagem ocorra, são necessários serviços de diversas áreas, incluindo por exemplo, auxiliares de administração, secretários escolares, bibliotecários, assistentes de alunos, auxiliares de serviços gerais (limpeza, segurança, manutenção da infraestrutura das escolas, preparação da merenda, transporte escolar etc.), além dos professores e pedagogos.
Uma mudança da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) inseriu os funcionários de escola, que exercem funções técnico-administrativas nas redes de ensino, como profissionais da área de Educação. Para que essa categoria profissional fosse reconhecida e valorizada, foi criada a lei federal 13.054/2014, que instituiu o dia 6 de agosto como o Dia Nacional dos Profissionais de Educação. Esse reconhecimento beneficiou cerca de um milhão de trabalhadores que atuam nas escolas de ensino básico.

A educação brasileira é cercada por desafios que não se restringem à escola, mas a toda a sociedade. O Dia Nacional dos Profissionais da Educação, comemorado neste domingo, 6, é uma forma de reconhecimento a professores, coordenadores pedagógicos, orientadores, supervisores e dirigentes regionais, entre outros que se dedicam à formação de crianças, adolescentes, jovens e adultos em todo o país.
Para a diretora de formação e desenvolvimento de profissionais da Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação, Carmen Neves, comemorar essa data é importante. Ela afirma que, quando se faz uma avaliação das escolas de excelência, percebe-se que elas atuam em parceria com todas as áreas para fazer um trabalho socialmente importante na área da educação.
“Todas as evidências nacionais e internacionais mostram que, numa escola em que diretores, coordenadores, professores e todos os outros agentes trabalham em conjunto, temos os melhores resultados de aprendizagem”, destaca a diretora. “Nessas escolas, temos não só os professores comprometidos com a aprendizagem dos alunos, mas todo o conjunto envolvido com os resultados e a formação integral da criança.”

Engajamento – Edite Scheffler Santana, diretora da Escola Municipal de Ensino Fundamental Maria Istela Modenesi, na Serra (ES), é um exemplo de quem se compromete com a formação integral no ofício de educar. “Eu sempre trabalhei como professora de primário”, conta. “Para mantermos a harmonia de uma sala de aula ou de uma escola, temos que fazer de tudo, ser professores, médicos, psicólogos…”
Com base em sua experiência de 23 anos de magistério, Edite sabe que o trabalho do educador não se faz sozinho. Requer, do gestor educacional, a habilidade de aproximar a escola da realidade do aluno, principalmente quando a instituição tem mais de mil alunos e grande parte desse público se encontra em vulnerabilidade social – caso da escola que ela dirige. “Precisamos da comunidade presente”, avalia Edite. “Eu tenho um relacionamento próximo com as famílias e com os meninos. A paciência para entender a situação de risco que eles vivem é muito importante. ”
Trabalhos como o desenvolvido por Edite Santana são incentivados pela política do MEC para a formação de profissionais, conforme destaca Carmem Neves. “Temos vários cursos voltados para a área de gestão e estamos revendo os nossos programas”, informa. “A intenção é ampliá-los para oferecer, a esse grupo de profissionais, um ambiente de formação on-line, moderno, e que eles possam ter cursos de forma autônoma e contemporânea.”
Fonte: Assessoria de Comunicação Social
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