Categoria: Mídias sociais

  • Nosso voto é um recado: menos distração, mais resultado

    Nosso voto é um recado: menos distração, mais resultado

    Blog do Muka • Opinião 28/12/2025 Política • Voto • Consciência

    Meu voto é um recado: menos distração, mais resultado

    Em ano pré-eleitoral, muita gente quer te empurrar emoção. Eu prefiro responsabilidade, coerência e prioridade: o que muda a vida do povo de verdade.

    Arte crítica sobre inauguração e apropriação política
    Política é coisa séria — e o voto também • Blog do Muka

    Tem hora que o Brasil parece um grande palco: muita fala, muita pose, muito “corta-fita”… e pouco compromisso com o essencial. E é justamente por isso que eu escrevo este texto: porque voto não é torcida. Voto é ferramenta.

    Meu critério é simples: eu observo quem entrega, quem respeita o dinheiro público, quem enfrenta os problemas reais e quem não tenta me tratar como plateia.

    1) O voto que eu defendo: consciente e sem “histeria seletiva”

    A política vive tentando escolher por você o que deve te indignar. Um dia é slogan, outro dia é polêmica fabricada, outro dia é “escândalo do momento”. Só que enquanto isso, tem tema que não pode virar ruído: saúde, segurança, inflação, emprego, educação, infraestrutura e transparência.

    Eu não compro distração como se fosse prioridade. Minha prioridade é vida real: a fila, o posto, o remédio, a rua, a escola, o trabalho.

    2) Política não é “meme”: é consequência

    Quem acha que voto é só opinião do dia, esquece de uma coisa: governo é decisão que chega na ponta. E quando chega, chega com boleto: no imposto, no preço do mercado, na tarifa, no atendimento, no serviço.

    Checklist do meu voto (sem romantismo)

    • Entrega: o que foi feito, comprovável e útil?
    • Coerência: o discurso bate com a prática?
    • Transparência: presta contas ou se esconde atrás de marketing?
    • Prioridade: resolve o essencial ou vive de polêmica?
    • Respeito: trata o povo como cidadão ou como torcida?

    3) O que eu não aceito mais: apropriação, atalho e propaganda

    Eu não aceito “sequestrar mérito” nem vender evento como se fosse obra. Obra pública tem dono: a população. E tem obrigação: ser entregue com verdade, clareza e responsabilidade.

    Se uma narrativa precisa forçar a barra, atacar a inteligência do povo ou esconder contexto, então não é informação: é propaganda.


    Meu recado final

    Eu não quero um país guiado por “viral do dia”. Eu quero um país guiado por resultado, verdade e coragem para encarar o que importa. E eu vou votar — e falar de voto — com esse compromisso.

    Convite ao leitor: antes de escolher, compare fatos, leia fontes diferentes, desconfie de recortes e pergunte: isso melhora a vida do povo?

    Nota: este é um texto opinativo. A intenção é incentivar reflexão e voto consciente, com respeito a divergências.

    Publicado por Blog do Muka • Opinião, utilidade pública e análise com linguagem acessível.

    Sobre o autor blogdomuka.com.br
    Samuel Sleiman Mouchaileh Neto - Blog do Muka

    Samuel Sleiman Mouchaileh Neto (Muka)

    Administrador Social e Líder Comunitário em Ponta Grossa (PR). Atua com comunicação pública, projetos sociais e análise de temas locais e nacionais, com foco em transparência, gestão pública, direitos sociais e cidadania.

    Gestão Pública Previdência & Direitos Sociais Projetos Sociais

    “Informação que constrói consciência.”

  • Post sem título 1616
    Blog do Muka • Previdência Social Atualizado em: 28/12/2025

    Julgamento da aposentadoria especial no STF ocorreu em 18/12 e decisão ainda gera expectativa nacional

    O Supremo Tribunal Federal (STF) realizou no dia 18 de dezembro de 2025 um julgamento considerado histórico para o Direito Previdenciário brasileiro. Em debate estiveram pontos centrais da aposentadoria especial, alterados pela Reforma da Previdência de 2019.

    Passados alguns dias da sessão, o tema segue gerando grande repercussão entre trabalhadores, aposentados e especialistas, especialmente pela expectativa em torno do posicionamento final da Corte e da futura publicação do acórdão, que definirá os efeitos práticos da decisão.

    O que esteve em julgamento no STF

    Na sessão do dia 18/12, os ministros analisaram a constitucionalidade de dispositivos que mudaram regras históricas da aposentadoria especial. Entre os principais pontos discutidos estão:

    • Imposição de idade mínima para a aposentadoria especial;
    • Alterações no cálculo do benefício, com o fim da aposentadoria integral;
    • Vedação da conversão do tempo especial em comum para períodos posteriores a novembro de 2019.

    As discussões envolveram princípios constitucionais como a proteção ao trabalhador, a dignidade da pessoa humana, o direito adquirido e a segurança jurídica.

    Situação atual: o que já se sabe

    Até o momento, não há efeito prático imediato para os segurados. As mudanças só poderão ser confirmadas após:

    • Conclusão formal do julgamento;
    • Publicação do acórdão;
    • Definição sobre a modulação dos efeitos, que indicará se a decisão valerá apenas para o futuro ou também para benefícios já concedidos.

    Esse último ponto é considerado crucial, pois pode abrir — ou não — caminho para revisões de aposentadorias concedidas após a Reforma da Previdência.

    Atenção aos segurados

    Especialistas alertam para a necessidade de cautela. Nenhum pedido de revisão ou mudança de regra deve ser feito com base apenas em expectativas ou manchetes.

    Cada caso deverá ser analisado individualmente, à luz da decisão final do STF e da regulamentação que eventualmente venha a seguir.

    📌 O Blog do Muka segue acompanhando: assim que o STF publicar a decisão definitiva, traremos uma análise objetiva sobre o que muda — e para quem muda — na aposentadoria especial.

    Samuel Sleiman Mouchaileh Neto
    Administrador Social • Líder Comunitário
    Autor de Liderança Comunitária Descomplicada
  • Flávio Bolsonaro acena ao mercado e fala em privatizações em eventual governo em 2026

    Flávio Bolsonaro acena ao mercado e fala em privatizações em eventual governo em 2026

    Blog do Muka • Política & Economia Atualizado: 27/12/2025
    blogdomuka.com.br

    Entrevista à Reuters traz promessas de “governo enxuto”, redução de impostos, cortes de gastos e retomada de privatizações — com menção a Correios e, “provavelmente”, Petrobras.

    Flávio Bolsonaro e a promessa de privatização dos Correios e, ‘provavelmente’, da Petrobras
    Imagem: composição para compartilhamento • Blog do Muka

    Em sua primeira entrevista exclusiva a um veículo internacional desde que anunciou pré-candidatura, o senador Flávio Bolsonaro afirmou que, caso seja eleito presidente em 2026, pretende conduzir um governo mais enxuto, com foco em redução de impostos, equilíbrio fiscal e retomada do programa de privatizações no Brasil.

    As declarações, atribuídas a uma conversa com a Reuters, apontam para um movimento de aproximação do senador com empresários, banqueiros e agentes do mercado — um recado de que a agenda econômica buscaria ser previsível e orientada por modernização do Estado, com corte de gastos e reorganização da máquina pública.

    Correios e Petrobras entram no radar

    Entre as empresas citadas, aparecem os Correios e, de forma mais cautelosa, a Petrobras. Sobre a estatal do petróleo, a sinalização foi feita com o termo “provavelmente”, indicando que a proposta poderia depender de desenho institucional, ambiente político e viabilidade no Congresso.

    O debate volta ao centro: privatizações aumentam eficiência e competição, mas também levantam questões sobre serviço universal, controle estratégico e impactos sociais.

    Um discurso de “moderação” dentro do bolsonarismo

    Na entrevista, Flávio afirmou se ver como um nome mais moderado dentro do bolsonarismo — uma tentativa de ampliar pontes e reduzir atritos, especialmente com setores que priorizam estabilidade institucional e segurança jurídica.

    • Controle de gastos e foco em equilíbrio fiscal;
    • Modernização do Estado e revisão de estruturas;
    • Abertura para maior participação do setor privado;
    • Mais concorrência em áreas como o setor aéreo.

    Privatizações: solução ou novo conflito?

    Embora privatizações agradem parte do mercado, elas também enfrentam resistência quando atingem áreas com forte capilaridade social. No caso dos Correios, o debate envolve atendimento no interior, universalização do serviço e impacto sobre trabalhadores. Já a Petrobras costuma concentrar discussões sobre preços de combustíveis, soberania energética e arrecadação pública.

    🧠 Análise do Blog do Muka

    O movimento de falar com a imprensa internacional indica tentativa de reposicionamento: sair do “rótulo” e disputar credibilidade como alternativa de poder. Em 2026, o desafio será transformar promessas econômicas em um projeto viável, com equilíbrio social e sustentação política no Congresso.

    No fim, a entrevista sinaliza que a disputa eleitoral já começa pelo campo da confiança: quem consegue vender a ideia de “crescimento com responsabilidade” — e, ao mesmo tempo, responder aos impactos práticos que reformas e privatizações trazem para o dia a dia do cidadão.


    Categoria: Política • Economia
    Tags: Eleições 2026 • Privatizações • Correios • Petrobras • Mercado • Estado

    Nota editorial: Este conteúdo apresenta leitura e contextualização jornalística a partir de declarações atribuídas a entrevista. O Blog do Muka recomenda sempre acompanhar fontes primárias, documentos oficiais e posicionamentos completos para formar opinião.

    Sobre o autor blogdomuka.com.br
    Imagem do autor - Blog do Muka

    Samuel Sleiman Mouchaileh Neto (Muka)

    Administrador Social e Líder Comunitário em Ponta Grossa (PR). Atua com comunicação pública, projetos sociais e análise de temas locais e nacionais, com foco em transparência, gestão pública e cidadania.

    Gestão Pública Política & Economia Projetos Sociais

    “Informação que constrói consciência.”

  • Deputado Marcelo Rangel firma acordo com MP e evita investigação sobre uso de assessores na campanha de 2024

    Deputado Marcelo Rangel firma acordo com MP e evita investigação sobre uso de assessores na campanha de 2024

    Deputado Marcelo Rangel

    O deputado estadual Marcelo Rangel (PSD) firmou um Acordo de Não Persecução Cível (ANPC) com o Ministério Público do Paraná (MPPR), que suspendeu o inquérito que apurava o possível desvio de função de três assessores parlamentares lotados em seu gabinete desde junho de 2024. Segundo o MP, servidores pagos pela Assembleia teriam atuado na campanha eleitoral de Rangel à Prefeitura de Ponta Grossa.

    O acordo, assinado em 14 de agosto de 2025, ainda depende de homologação judicial. Pelos termos, Rangel se compromete a pagar R$ 75.439,75, sendo R$ 50.239,37 de ressarcimento ao erário e o restante como multa civil destinada ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos.

    O pagamento pode ser parcelado em até 12 vezes, iniciando 30 dias após a ciência da homologação. Os comprovantes deverão ser anexados mensalmente ao processo.

    O acordo foi firmado pela promotora Maria Natalina Nogueira de Magalhães Santarosa e pelo advogado Cássio Prudente Vieira Leite. O documento ressalta que a assinatura não configura confissão de ilícito.

    O contexto político

    Marcelo Rangel está em seu terceiro mandato como deputado estadual, é vice-líder do governo Ratinho Junior e ex-secretário de Inovação do Paraná. Foi também prefeito de Ponta Grossa por dois mandatos. Na eleição de 2024, terminou em terceiro lugar, atrás de Mabel Canto e Elizabeth Schmidt.

    Traiano, Plauto e a sequência de acordos

    Este caso não é isolado. Em 2024, vieram à tona os acordos firmados entre o MPPR e os deputados Ademar Traiano e Plauto Miró, envolvendo o contrato de transmissão da Assembleia pela TV Icaraí. Ambos celebraram ANPP e ANPC após admitirem cobrança de propina relacionada ao contrato.

    O nome de Plauto também já apareceu em delações colhidas na Operação Quadro Negro, investigação de desvios milionários em obras de escolas do Paraná.

    Opinião do Blog do Muka

    No Blog do Muka, a gente sempre olha para os fatos com responsabilidade, mas também com coração. E a verdade é que essa notícia entristece. Muita gente acompanhou a trajetória de Rangel, viu avanços, projetos, ideias — e esperava responsabilidade à altura dessa história.

    O instrumento jurídico é legal. O problema é a sensação política: mais uma situação envolvendo agentes públicos termina em parcelas, acordo, silêncio, e a sociedade sem respostas completas.

    Quando é o cidadão comum que erra, dificilmente existe “acordo”. Quando é alguém no topo da estrutura política, parece que sempre existe.

    O Blog do Muka segue aberto para ouvir o deputado ou sua defesa. Transparência é o mínimo que a população espera.


    Samuel Sleiman Mouchaileh Neto

    Sobre o autor

    Samuel Sleiman Mouchaileh Neto é administrador social, líder comunitário e autor do livro Liderança Comunitária Descomplicada. Atua em projetos sociais, defesa da qualidade de vida nos bairros e iniciativas de controle social em Ponta Grossa–PR.

  • Natal em Ponta Grossa: quando a arte encontra a cidade real

    Natal em Ponta Grossa: quando a arte encontra a cidade real

    Decoração de Natal em Ponta Grossa fotografada por Henry Milléo
    Foto: Henry Milléo / Reprodução

    Natal em Ponta Grossa: quando a arte encontra a cidade real

    Entre a beleza da foto, o esforço de quem trabalha de madrugada e o cotidiano de quem precisa circular pelo Centro, surge um debate necessário sobre arte, mobilidade e qualidade de vida.


    A foto de Henry Milléo que circula nas redes sociais mostra, sem dúvida, um grande esforço de produção: luzes, estruturas metálicas, banners gigantes, cores fortes e uma mensagem institucional que toma conta da principal via do Centro de Ponta Grossa.

    Em postagem recente, o secretário de Cultura, Alberto Portugal, lembrou que por trás dessa imagem existem meses de planejamento, estudos, discussões com fornecedores, equipes que viram a madrugada trabalhando e profissionais de engenharia, arquitetura, comunicação e arte envolvidos. Reconhecer esse esforço é o mínimo que se espera de qualquer debate honesto: ninguém está questionando a dedicação dos trabalhadores.

    “Gosto é subjetivo, e todo mundo tem direito pleno de opinar. Estranho seria se 345 mil pessoas concordassem que ficou bonito.”

    Gosto é subjetivo, mas a cidade é objetiva

    É verdade: gosto é subjetivo. Ninguém espera que 345 mil pessoas pensem da mesma forma. Alguns vão achar a decoração linda, outros vão achar pesada, escura ou exagerada. Essa divergência faz parte da arte e da democracia.

    Porém, quando a arte sai da galeria e entra na rua, ela deixa de ser apenas uma expressão estética e passa a ser também uma decisão de política urbana. Aí, o debate não é só sobre “ficar bonito na foto”, mas sobre como isso impacta a vida real das pessoas:

    • a mobilidade de quem precisa circular pelo Centro;
    • as vagas de estacionamento que deixam de existir justamente no mês mais movimentado para o comércio;
    • a experiência de quem caminha, dirige, trabalha e consome na região;
    • a sensação de segurança visual e conforto, principalmente à noite.

    Uma decoração bonita, mas pesada e escura

    Observando a imagem, a decoração impressiona pela grandiosidade, mas também chama atenção por ser visualmente pesada:

    • predomínio de vermelho e verde escuros, com grandes massas de cor;
    • painéis enormes com pouco “respiro” visual;
    • iluminação majoritariamente quente, com pouco contraste de luz branca.

    O resultado é um cenário que, embora organizado, fica denso e carregado, principalmente quando somado ao trânsito intenso, às luzes dos semáforos e aos anúncios das lojas. Para muitos moradores, o sentimento não é de “magia natalina”, mas de poluição visual.

    Quando a estrutura ocupa a cidade

    Outro ponto que não pode ser ignorado é a ocupação de vagas de estacionamento. As estruturas metálicas e os pórticos avançam sobre áreas que, em outros períodos do ano, servem para parar o carro, embarcar idosos, descarregar mercadorias ou facilitar o acesso de pessoas com mobilidade reduzida.

    Em dezembro, o comércio precisa de fluxo, rotatividade e facilidades para o consumidor. Tirar vagas em nome da decoração é uma escolha que tem consequências econômicas e sociais concretas. É legítimo que comerciantes, motoristas e moradores se perguntem: valeu a pena esse custo?

    A cidade que sente também tem o direito de falar

    O secretário dedica a imagem a um colega arquiteto e diz que “a gente não vive pra ver, vive pra sentir”. Eu concordo: a cidade é, antes de tudo, um lugar de sensações. Mas é justamente por isso que as sensações de quem vive o Centro todos os dias também precisam ser respeitadas.

    Quem enfrenta filas, congestionamento, falta de vaga, dificuldade para descer com uma criança ou com um idoso, também sente. E o sentimento de parte da população é claro: a decoração, do jeito que foi montada, ficou bonita nas fotos oficiais, mas pesada, escura e pouco funcional para o cotidiano da cidade.

    Arte que provoca, diálogo que constrói

    A arte, como disse o próprio secretário, “provoca e reflete a alma dos homens”. Se provoca, precisa estar aberta à crítica. Se reflete a cidade, precisa enxergar não apenas o olhar de quem projeta, mas também de quem vive e paga por aquela intervenção.

    Não se trata de negar o trabalho feito, nem de desmerecer os profissionais envolvidos. Trata-se de algo maior: pensar o Natal de Ponta Grossa como uma experiência que una beleza, funcionalidade e participação popular.

    Para os próximos Natais

    Fica o desejo de que, nos próximos anos, o planejamento da decoração natalina envolva:

    • mais luz, mais leveza e menos peso visual;
    • soluções que não sacrifiquem tantas vagas de estacionamento;
    • diálogo com comerciantes, moradores e entidades de mobilidade urbana;
    • descentralização dos enfeites, levando o espírito de Natal também aos bairros.

    Ponta Grossa é, sim, uma cidade linda. E justamente por amar essa cidade, é nosso dever apontar o que pode melhorar. Porque a verdadeira “Feliz Cidade” não é a que só fica bonita na foto, mas a que consegue conciliar arte, respeito ao espaço público e qualidade de vida para quem mora aqui.

    Este texto é uma reflexão independente, feita a partir da imagem e das manifestações públicas sobre a decoração de Natal no Centro de Ponta Grossa.


    Sobre o autor

    Samuel Sleiman Mouchaileh Neto é Administrador Social, líder comunitário, escritor e articulador de políticas públicas em Ponta Grossa. Fundador de projetos sociais e culturais, atua na defesa da qualidade de vida nos bairros e no fortalecimento de ações comunitárias. Autor do livro Liderança Comunitária Descomplicada, colunista do Blog do Muka e ativista por políticas públicas eficientes, humanas e descentralizadas.

  • Post sem título 1532

    O Brasil que Perdemos — e o Brasil que Podemos Reconstruir

    Por Samuel Sleiman Mouchaileh Neto

    Comparação entre a bandeira da República e a bandeira do Império do Brasil, representando o debate entre presidencialismo e Monarquia Parlamentarista Constitucional.
    República x Monarquia: uma reflexão sobre o sistema político que molda o futuro do Brasil.

    Não há o que comemorar quando observamos que o Brasil trilhou um caminho distante daquele que poderia ter seguido. A ruptura de 1889 não apenas encerrou um ciclo; ela interrompeu um futuro. Um futuro de estabilidade, continuidade institucional, desenvolvimento e equilíbrio entre os poderes. Um futuro sacrificado por interesses particulares, por articulações de bastidores e por um golpe que ignorou o povo, a nação e as próximas gerações.

    E até hoje, mais de um século depois, ainda colhemos os frutos amargos dessa decisão.

    A Ruptura de 1889: Quando o Brasil Perdeu Seu Eixo

    A Proclamação da República foi vendida como avanço, mas instaurou de forma abrupta um modelo político sem identidade institucional. Deixamos um regime estável, com décadas de paz interna, para um experimento marcado por:

    • sucessivos golpes;
    • fechamento de Congresso;
    • estados de sítio;
    • populismo personalista;
    • hiperconcentração de poder no Executivo.

    Desde então, o país busca um equilíbrio que nunca reencontrou.

    A Monarquia Constitucional: Um Modelo que Entregava Estabilidade

    A Monarquia Parlamentarista Constitucional adotada pelo Brasil Imperial não era absolutista. Era moderna, flexível e alinhada ao que hoje vemos nas nações mais desenvolvidas do mundo.

    O que esse sistema oferecia?

    Estabilidade

    Trocas de governo sem rupturas ou crises institucionais.

    Equilíbrio entre os Poderes

    O Imperador não governava; ele moderava, garantindo neutralidade e estabilidade.

    Continuidade de Projetos

    O Brasil tinha direção e planejamento de longo prazo.

    Desenvolvimento Real

    Na época, o Brasil liderava indicadores econômicos e sociais na América Latina.

    Não é nostalgia. É reconhecer que a estrutura institucional funcionava.

    A República: Um Século de Instabilidade

    Com o presidencialismo, o Brasil entrou em um ciclo permanente de disputas de poder: renúncias, impedimentos, rupturas, polarização e judicialização excessiva da política.

    O resultado tem sido:

    • Estados fracos;
    • falta de poder moderador;
    • crises políticas recorrentes;
    • mudanças bruscas de direção a cada governo;
    • instabilidade econômica e institucional.

    Um país que muda de rumo a cada quatro anos não constrói futuro — apenas gerencia crises.

    O Caminho de Volta Não É Sobre o Passado — É Sobre o Futuro

    Discutir a Monarquia Parlamentarista Constitucional não é idealizar o passado. É buscar um modelo que ofereça o que o Brasil mais precisa hoje: equilíbrio, estabilidade e maturidade institucional.

    Um sistema parlamentarista com Chefe de Estado neutro e Chefe de Governo substituível sem rupturas pode devolver ao país:

    • segurança jurídica;
    • continuidade de projetos;
    • ordem institucional;
    • justiça social;
    • desenvolvimento de longo prazo.

    Enquanto Isso, Nosso Papel Permanece o Mesmo

    Até que o país reencontre seu eixo institucional, cabe a nós manter viva:

    • a fé;
    • a esperança;
    • a responsabilidade individual;
    • o trabalho comunitário;
    • o compromisso com o bem comum.

    A transformação do Brasil começa em cada rua, cada bairro e cada comunidade.

    Conclusão: O Brasil de Verdade Ainda É Possível

    Não há o que comemorar quando lembramos o futuro que perdemos. Mas há muito o que construir quando enxergamos o futuro que ainda podemos recuperar.

    Quando o Brasil reencontrar seu equilíbrio institucional — seja pela modernização do sistema político ou por um novo modelo parlamentarista — retomaremos o caminho da ordem, da justiça e da prosperidade.

    Até lá, seguimos firmes: com fé, esperança e propósito.

  • Como calcular o 13º salário: guia simples para entender o seu direito






    Como calcular o 13º salário | Blog do Muka








    Utilidade Pública

    Como calcular o 13º salário

    Guia direto ao ponto para saber quanto você vai receber, quando cai e o que desconta.

    O 13º salário (gratificação natalina) é um direito garantido a trabalhadores e aposentados. Abaixo você encontra o passo a passo, exemplos e um simulador interativo para descobrir o valor líquido do seu 13º.

    📅 Quando é pago?

    • 1ª parcela: até 30 de novembro (ou adiantada nas férias, se solicitado).
    • 2ª parcela: até 20 de dezembro (com descontos de INSS e, se devido, IRPF).

    Regra dos 15 dias: o mês só conta para o 13º se você trabalhou mais de 15 dias nele.

    🧮 Cálculo em 2 passos

    1. Divida o salário-base por 12.
    2. Multiplique pelo número de meses computados no ano.
    Fórmula: 13º = (Salário ÷ 12) × Meses válidos

    📘 Exemplos práticos

    1) Ano completo

    Salário: R$ 3.000 • Meses válidos: 12
    13º = 3000 ÷ 12 × 12 = R$ 3.000

    2) Entrada no meio do ano

    Salário: R$ 3.000 • Meses válidos: 8
    13º = 3000 ÷ 12 × 8 = R$ 2.000

    3) Jornada parcial

    Se você recebe R$ 1.600 (30h/semana) e trabalhou 10 meses válidos:

    13º = 1600 ÷ 12 × 10 = R$ 1.333,33

    4) Parcelas

    Parcela Base O que acontece
    ~50% do 13º É adiantamento, sem descontos.
    Diferença até 100% Aplica INSS e possível IRPF.

    🧮 Simulador do 13º (2025)

    Considera tabela do INSS 2025 (progressiva) e do IRPF 2025 (vigente desde mai/2025) com opção de dedução simplificada (R$ 607,20) ou legais (INSS + dependentes + pensão).






    Lembrete: um mês só entra na conta se você trabalhou mais de 15 dias. Ajuste “Meses válidos”.

    ❓ FAQ — Perguntas rápidas

    Fiquei afastado pelo INSS. Conta para o 13º?

    Períodos de auxílio-doença contam de forma distinta: a empresa paga a parte proporcional ao que trabalhou e o INSS complementa nos casos previstos. Verifique seu extrato e comunique o RH.

    Recebo comissões. Como calcular?

    Para salário variável, usa-se a média das verbas variáveis no período de referência (ex.: média dos últimos meses). Confira a política interna e o acordo coletivo.

    Fui demitido(a). Tenho direito proporcional?

    Sim, exceto por justa causa. Na rescisão, o 13º proporcional é calculado pelos meses válidos do ano.

    Posso antecipar junto com as férias?

    Sim. Solicite ao RH conforme prazos internos (geralmente 30 dias antes das férias).

    ⚖️ Base legal

    Lei nº 4.090/1962 (institui a gratificação de Natal) e Decreto nº 57.155/1965 (regulamentação). Convenções e acordos coletivos podem detalhar procedimentos específicos.

    décimo terceiro
    direito trabalhista
    cálculo do 13º
    INSS
    IRPF

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  • Post sem título 1459
    O Caso Odete Roitman e a Minha História com a Justiça
    Blog do Muka | Crônica & Cidadania
    O Caso Odete Roitman e a Minha História com a Justiça
    Entre luz e sombra: quando a verdade precisa atravessar o mistério para ser reconhecida.
    Capa criada por Blog do Muka (SVG embutido, livre para uso no post)

    O Caso Odete Roitman e a Minha História com a Justiça

    Por ·

    Uma trama de documentos, perícias e fé — quando a verdade encontra o seu caminho.

    Em poucas linhas: Minha luta no INSS e contra a Spal mostra como a verdade pode atrasar, mas não falha. Organizar provas, traduzir a dor em limitações funcionais e insistir com método é o caminho para transformar sofrimento em justiça.

    Há décadas, o Brasil parou diante de uma pergunta: “Quem matou Odete Roitman?” A trama não era apenas sobre um crime, mas sobre verdades escondidas, interesses cruzados e o poder de manipular narrativas. No fundo, representava a própria confusão entre o que é justo e o que é conveniente. De certa forma, eu também vivi — e ainda vivo — um caso que poderia levar o mesmo nome.

    ⚖️ A Trama do INSS

    Meu processo com o INSS se arrasta como um roteiro cheio de capítulos, laudos e contradições. Entre perícias, recursos e documentos, o que deveria ser uma análise técnica virou um drama humano, em que a dor real se perdeu no meio da burocracia.

    Mesmo com diagnósticos claros — dor crônica, fibromialgia, paraparesia e limitações físicas comprovadas —, o reconhecimento demorou, como se a verdade precisasse de autorização para existir. Cada exame novo, cada relatório médico, é como uma cena que reescreve o enredo e mostra que a história sempre foi real, apenas mal interpretada.

    🏭 A Trama Contra a Spal

    Se no INSS o drama é a lentidão, contra a Spal/Coca-Cola o enredo é o silêncio. Um acidente de trabalho real não teve a CAT emitida na época, distorcendo toda a história judicial. Anos depois, um ex-técnico de segurança confirma por e-mail que a CAT foi orientada, mas nunca registrada. Enquanto isso, as sequelas aumentaram, os diagnósticos se multiplicaram e a dor virou rotina.

    Hoje, o que era dúvida virou prova viva de negligência, e o que parecia uma causa perdida começa a se transformar em um caso de reparação e verdade.

    “Justiça é a verdade organizada. Meu plano é organizar a minha.”

    🔎 A Verdade Sempre Encontra um Caminho

    Assim como no famoso caso da novela, a grande revelação não veio de repente. Veio aos poucos — em documentos, laudos, datas, e sobretudo em fé. A verdade tem seu tempo. Às vezes é calada, distorcida ou esquecida, mas nunca deixa de existir.

    Eu não busco vingança. Busco justiça. Não procuro culpados. Procuro reconhecimento.

    Porque cada dor ignorada é uma história que o sistema tenta apagar — e eu decidi não permitir isso.

    🌅 Epílogo

    Talvez a minha história não renda uma novela, mas tem todos os elementos de uma: drama, resistência, silêncio, injustiça e, principalmente, esperança. E se na televisão a pergunta era “quem matou Odete Roitman?”, na vida real a pergunta é:

    “Quando a verdade vai, enfim, ressuscitar o que a injustiça tentou enterrar?”

    Enquanto isso, sigo em frente — com documentos nas mãos, fé no coração e a certeza de que a verdade, mais cedo ou mais tarde, sempre encontra um caminho.

    — Samuel S. M. Neto

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  • Lei amplia compra da agricultura familiar para o PNAE

    Lei amplia compra da agricultura familiar para o PNAE

    Lei amplia compra da agricultura familiar para o PNAE

    Publicado em 07 de outubro de 2025 | Por Blog do Muka

    Crianças recebendo merenda escolar

    Imagem ilustrativa de merenda escolar

    Foi sancionada a Lei nº 15.226/2025, que reforça o vínculo entre a agricultura familiar e a merenda escolar no Brasil. A partir de 1º de janeiro de 2026, o PNAE deverá reservar ao menos 45% de seus recursos para compras diretas de agricultores familiares, assentamentos e comunidades tradicionais.

    Principais mudanças trazidas pela lei

    A nova norma amplia o percentual anterior de 30% para 45%, buscando fortalecer a produção local e valorizar agricultores que estão mais próximos das escolas. Essa mudança representa um incremento substancial de investimento direto na economia rural local.

    “O PNAE é um eixo essencial para garantir segurança alimentar e nutricional, promovendo alimentação saudável, valorizando a cultura local e impulsionando a economia das pequenas comunidades.”
    Camilo Santana, ministro da Educação.

    O programa é organizado pelo FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) e atende cerca de 40 milhões de alunos na educação pública básica. Com um orçamento de R$ 5,5 bilhões ao ano, a nova regra destinará aproximadamente R$ 2,4 bilhões extras para compras diretas da agricultura familiar.

    Regras e cuidados adicionais

    A lei exige que os alimentos entregues tenham prazo de validade que cubra no mínimo metade do tempo entre a fabricação e a data final de validade — salvo nos casos de produtos in natura vindos da agricultura familiar. Além disso, os Conselhos de Alimentação Escolar (CAE) passam a supervisionar não só a execução orçamentária, mas também a variedade, qualidade e validade dos gêneros adquiridos.

    Essa mudança reforça o compromisso do PNAE com a alimentaçāo saudável, com a sustentabilidade e com o desenvolvimento das comunidades agrícolas — consolidando o Brasil como referência em políticas de nutrição escolar.

    Sobre o autor

    Samuel Sleiman Mouchaileh Neto é Administrador Social, líder comunitário e fundador do Blog do Muka. Atua com projetos de educação, políticas públicas e fortalecimento de comunidades locais.

  • Post sem título 1440

    🖤 Jovem de Ponta Grossa parte após corajosa luta contra o câncer

    Publicado em 07 de outubro de 2025 | Por Redação Blog do Muka

    A cidade de Ponta Grossa amanheceu tomada pela emoção nesta segunda-feira (6), com a triste notícia do falecimento de Mayara Pereira, uma jovem de apenas 28 anos que travou uma batalha inspiradora contra o câncer. Ela estava internada na Santa Casa de Ponta Grossa, onde recebeu seus últimos cuidados com fé e coragem.

    “Agradeço a Deus por me dar forças a cada dia para chegar até aqui. Agora é seguir confiante, com a certeza de que a cura já foi alcançada.” – Mayara Pereira, em março de 2025.

    Natural de Ponta Grossa, Mayara atuava como auxiliar de laboratório e era reconhecida pelo sorriso sincero e pela serenidade com que enfrentava as dificuldades. Sua fé e esperança foram exemplo para todos que acompanharam sua jornada.

    Em março deste ano, ela celebrou o encerramento de seu tratamento, tocando o sino da vitória no Hospital Santa Casa. Aquele momento foi marcado por lágrimas, aplausos e gratidão — um símbolo de que a força humana vai além da dor.

    Mayara Pereira - homenagem Mayara Pereira tocando o sino da vitória Mayara Pereira durante homenagem

    “A vida é feita de ciclos. E cada vitória merece ser celebrada.”

    🌹 Despedida e homenagem

    O corpo de Mayara foi velado na Capela da Funerária Princesa e o sepultamento ocorreu às 10h de hoje terça-feira (7), no Cemitério Parque Campos Gerais. Amigos e familiares se reúniram para prestar as últimas homenagens a uma mulher que partiu cedo, mas deixou uma história de amor, fé e superação.

    Mayara deixa uma filha de oito anos, que era sua maior inspiração e razão de seguir firme durante o tratamento. Sua lembrança permanecerá viva no coração de todos que tiveram o privilégio de conhecê-la.

    A trajetória de Mayara é um lembrete de que a vida é frágil, mas o amor e a fé são eternos. Em cada passo, ela ensinou que mesmo nas horas mais sombrias, há espaço para gratidão e esperança.

    ✍️ Sobre o autor

    Samuel Sleiman Mouchaileh Neto é Administrador Social, Líder Comunitário e Presidente do Instituto União Colônia Dona Luiza. Com formação em Gestão Pública, Gestão Ambiental e Direito, atua em projetos sociais que unem fé, inovação e solidariedade. Fundador do Blog do Muka, dedica-se a contar histórias reais que inspiram transformação e empatia.